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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Memórias de Maria José, neta de uma escrava maranhense


      Tive a oportunidade conhecer uma senhora chamada Maria José, 88 anos, nascida em São Luís do Maranhão,  neta de uma escrava. Compartilhei a história com meus alunos e, a partir da minha narração,  eles se colocaram no papel dessa mulher e escreveram suas memórias. Destaco este texto:

                                                               Negrinha maranhense
                Na minha infância, em São Luís, algo triste aconteceu e nunca mais saiu da minha cabeça: a  morte do meu irmão. Eu o havia matado? Eu era a culpada? Neta de uma escrava e filha de um italiano minha vida não fora nada fácil. Não fui louca e nem fiquei louca. A tragédia aconteceu porque havia uma criança cuidando de outra criança.
                Minha mãe, uma senhora baixinha e metida, adorava um baile e vivia em festas. Uma noite saiu para dançar e me pediu para cuidar do meu irmão, um bebê. Naquela noite ele não parava de chorar. Muito dedicada eu embalava o berço, cumprindo o prometido.  Como estranhei o silêncio do pequeno, resolvi vê-lo mais de perto. Como era pequena, peguei uma cadeira e aproximei-me do menino. Naquela época não havia eletricidade, então o jeito era enxergar com uma vela. Sem querer, deixei-a cair sobre os lençóis. A cama pegou fogo, o jovenzinho resistiu apenas um dia.
                A tristeza tomou conta do nosso lar. Minha mãe ficou doente e me deu para a minha madrinha. Acho que seria melhor assim. O que eu faria com uma mãe ausente? Uma mãe que nem me enxergava? Eu queria ser amada também...
                O tempo passou e fui morar no Rio de Janeiro. Um belo dia, caminhando por Copacabana, minha madrinha avistou alguém conhecido. Era ele, meu pai, um senhor já bastante envelhecido pelo tempo. Para mim não importava. Pela primeira vez estava vendo a imagem do meu pai.  A alegria tomou conta de mim e fui abraçá-lo. Ele me contou que já havia outra família. Fora apaixonado por minha mãe, mas ela era muito agressiva. Quando ele era jovem, um pouco antes de eu nascer,  inventou uma história que iria para a Itália visitar seus pais. Nunca mais voltou a São Luís do Maranhão.
                Acho que agora sei por que minha mãe morreu tão jovem: tristeza do abandono, tristeza da morte do meu irmão, tristeza da vida.

Nariele - Turma 611
Professora Daiane Fagherazzi
 

 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Vereador por um dia

Neste ano nossa escola participou do projeto da Câmara de Vereadores "Vereador por um dia".
O aluno Daivan Baldin (turma 202) nos representou no legislativo.



Agradecemos aos vereadores desta legislatura, ao aluno Daivan Baldin que muito bem nos representou e à turma 202 que organizou o projeto de lei que pretende proibir a reprodução de som alto dentro do transporte público de Farroupilha.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

II Festival de Ritmos Musicais!!
Disciplina: Educação Física Professora: Elisângela Capovilla

Nos meses de Setembro e Outubro de 2012 foi realizado um concurso, de Ritmo Musical no Colégio Estadual Farroupilha envolvendo as turmas 203, 301, 302 e 303.O concurso envolvia um clipe musical de uma banda ou cantor escolhido, o aluno (a) poderia seguir a história da Música, coreografia sendo ao vivo ou dublando.

Os critérios para as premiações foram:-SINCRONIA DE GRUPO-CRIATIVIDADE - CENÁRIO, - FIGURINO e POSTURA. 
Neste concurso foram premiados 1º, 2º e 3º lugares com medalhas.     



Estes são os meninos da 203: Fausto Costi, Gabriel Rigatti, Guilherme Neumann e João Marcos que obtiveram o 2º lugar.



As alunas Andressa, Cristiane, Suziane, Michele e Thaiane da turma 301 ficaram em 1º Lugar com a música Mama Mia da banda musical ABBA.







domingo, 30 de setembro de 2012

Semana Farroupilha - poemas da 611


                Com profundo respeito e admiração às tradições do meu Estado, Rio Grande do Sul, dediquei uma semana de atividades vinculadas à tradição gaúcha, justamente pela importância que a história da Revolução Farroupilha teve na construção da identidade do povo sulino. Para tanto, na Semana Farroupilha, depois de trabalhadas músicas, indumentária e cultura rio-grandense, sugeri que os alunos criassem obras que refletissem o universo no qual estão inseridos.  Por ser uma turma que gosta de trabalhar em equipe, permiti que fizessem os textos em grupos. Cabe ressaltar quem nem todos participam ativamente de CTG (Centro de Tradição Gaúcha) ou atividades afins, todavia percebi a riqueza de palavras e o interesse deles em serem fiéis ao universo do gaúcho. Destacam-se o amor à prenda e ao pingo; o gosto pelo fandango e pelo mate amargo; a indumentária típica, o linguajar regional e o cenário gaúcho. Eis as obras apresentadas:

Guria

Quando o sol vinha surgindo
Já estava na invernada
Enfreando meu pingo
Era um petiço muy bueno
Companheiro de jornada
Me levava para a escola
Ia a trote pela  estrada.

Sempre tinha uma coruja
Que de um moitão curiosa
me observava
Até não mais avistar
Quando chegava no brete
Tinha outra peonada
A nos esperar
Para uma carreira apostar
E me petiço bagual

Chegava em primeiro lugar.
Ainda passava por um bochincho
Antes de minha escola avistar
Quando voltava,  chegava na tapera
Apeava o meu pingo para descansar

Depois saía galopando
Até no rancho chegar
Abria a porteira
E lá estava meu cusco
A me esperar.

Quando o sol ia se escondendo
Por trás das coxilhas
Sentava ao lado do fogo de chão
Com uma cambona chiando
E a cuia na mão saboreando
Um chimarrão bem cevado

Me punha a sonhar
Que um dia cedo ou tarde
Uma cidade grande teria que enfrentar
E do meu petiço teria que me separar.

Nariele Gomes


Guria de Farroupilha

A guria de Farroupilha
só toma mate amargo
Joga truco e toca baixo
Arruma o rancho e não se boleia
Seu namorado é domador
Vai casar com ela porque é seu amor
Sempre fala pro seu laçador
Tchê! Se olhar outra prenda
Tu vai ver...
A guria ama música gaúcha
Principalmente as macanudas
Ela canta e encanta os guris
Gosta de vestidos,
mas prefere bombachas
Ela pede a Deus para sempre ser feliz
Não fiz paródia, mas fiz o que quis
Para mostrar como é a vida da chinoca
Ela adora comer lambari, o peixe daqui
E se deliciar com pinhão
Tudo isso é muito bom
Viver no seu  rancho
Na maior felicidade.

Kassiane Boeira e Rochelle

Orgulho de ser gaúcho

Vou com o meu pingo baio
Passear pela região
Tomar um mate amargo
E cozinhar um castelão
Nas coxilhas da estância
Puxo minha prenda e
Danço uma vaneira marcada
Jogo truco e me distraio
Minha mulher me acompanha
Na jornada da vida, tri legal
Sou um bom gaúcho
Esse é meu Rio Grande
Uma terra sensacional
Que tal?

Carol Bertolini e Kassiane Carvalho

No balanço do chamamé

Das palavras de meu pai
Cantigas belas poderiam ser feitas
Eu troteava pelas bailantas
Procurando uma chinoca faceira

Minha gaita de oito baixos
Fazia a gente dançar agarradinho
Um no outro
para ninguém nos separar

O chimarrão preparado
E um churrasco bem campeiro
Par esquentar a invernada
E tornar o galpão bem faceiro

As prendas de um lado
Os gaúchos do outro
Vão chegando com a chula
E se aprochegam 
na milonga marcada
Todo mundo se mexendo
E dançando um
chamamé figurado.

Stéfani e Gabrieli

Infância de um gaúcho

De uma prenda a outra
Vou levando meu amor
Não sou gaúcho de primeira
Mas levo dentro do meu peito
Muita emoção
Desde minha infância
Quis bombacha e bota de couro
Minha vida foi difícil
Nunca me deu nada não
Certo dia um guri do Sul
Me trouxe o traje de gaúcho de respeito
Cada verso que eu escrevi
É significado de amor e gratidão
Pra sempre levarei dentro de mim
Lembrança de sorrisos e dedicação.

Alana

Gaúcho bom

Gaúcho campeiro se acorda
Com o chimarrão
Vai logo dando um beijo
Na sua prenda
Encilha o pingo
e vai pro galpão
Na Semana Farroupilha
coloca a bombacha e as esporas
Pingo bagual é companheiro
A festança é no CTG
Campona e mate amargo pra valer
Semana de muita tradição
Danças, música e tanta animação
Conversa vai, conversa vem
Chega o fim do dia 
É hora de voltar para o rancho
Saudar a prenda  e dormir
Fogão à lenha aceso
É  fim de setembro
E o frio ainda quer persistir
Não me aborreço
Esta é a vida que levo
Escolhi ser peão
Cultuar coisas simples, sem rodeios 
Em meio a minha tradição.

Rohyron, Kenny, Everton


Gaúcho pra lá de gaudério

Hoje vou correr pro abraço
Com meu pingo e laço
Tomar  aquele chimarrão
Vou pegar minha prenda
Vestir a pilcha mais bela
Ir pra um fandangaço.

Com muitas músicas
Vou dançar a noite inteira
Lá no galpão
Vai ter muita prosa
Em torno do fogo de chão.

Aqui declaro a vocês
Que sou um grande gaúcho
Gaúcho de tradição.

Gabriel Pereira, Bruno Martins Godoy, Caio, Luiz Fernando

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Semana Nacional do Trânsito - Palestras

Na Semana Nacional do Trânsito nossa escola recebeu palestrantes do CFC para conscientização no trânsito.


Agradecemos ao CFC que envolveu nossos educandos com a fala de seus instrutores.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Vereador do CEF eleito

A turma 202 elegeu seu "vereador" e sua proposta para o projeto Vereador por um dia. Daivan Baldin representará a nossa escola, em Outubro, na Câmara Municipal de Vereadores.

A turma, como prêmio, ganhou um prato de frios para confraternização. Confira a foto:

Parabéns turma 202.

Vocês sempre participam com entusiasmo dos projetos de nossa escola.

Olimpíada de Língua Portuguesa


Parabéns às alunas

Kassiane Custódio de Carvalho (turma 611) e
Letícia Táparo (turma 201)

pela classificação de seus textos na etapa estadual da 3ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa.