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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tecnologias da Informática na Matemática: Geometria analítica no GrafEquation







        As reproduções foram feitas pelas turmas 301 e 302 com o software educacional GrafEquation. 
    Para a atividade os alunos utilizaram tudo que foi aprendido sobre a Equação da Reta e seus Coeficientes. Neste software os conceitos matemáticos não estão prontos, o aluno deve pensar e calcular previamente a equação, o intervalo numérico ou  outro conceito matemático que seja necessário usar de acordo com a estratégia que resolveu utilizar na construção, para que o desenho esperado seja realizado.
    O objetivo do trabalho foi de atingir competências essenciais do ensino da matemática que são, entre elas, raciocínio, reflexão, retomada de conceitos e pensar sobre o pensar.    

Estas foram construídas pela turma 301. Parabéns Gurizada!
Prof. Caroline Borsoi

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Marcadores de texto

Os alunos dos 1ºs anos do Ensino Médio criaram  Marcadores de Textos sobre doenças.
Confira:

História 1º anos

A partir do tema do Projeto Interdisciplinar do 1º trimestre, os alunos dos Primeiros anos do Ensino Médio, organizaram uma linha de tempo com a História da Medicina e Saúde.
Confira a organização das turmas:
















(Por Professora Suelen Marchetto)

sábado, 5 de maio de 2012

Propus aos meus alunos da sexta e da oitava séries a continuação de um texto a partir de um início muito curioso. Ei-lo:
"Faltavam dez minutos para meia-noite. Eu vinha para casa feliz da vida. Perto da praça, olhei para o lado e vi junto à esquina algo que me pareceu uma trouxa de roupa, um saco de lixo."
TEXTOS DOS ALUNOS DA OITAVA SÉRIE

GIULIA
               Parei ali mesmo. Observei por alguns minutos, fiquei lá mesmo naquele lugar, parecendo um louco observando um saco preto. Tomei coragem e me aproximei. Algo se mexeu. Levei um susto enorme. Deparei-me com um lindo cão, branco, aparência de filhote. O pobrezinho não chorava, não se mexia, não fazia nada além de me olhar com aqueles grandes olhos azuis implorando carinho. Abaixei-me e o peguei. Logo se acomodou nos meus braços e então me convenci que o levaria para a minha casa.
Chegando a casa todos já dormiam, luzes apagadas. Abri a porta e fiz o menor barulho possível. Ele continuava quieto nos meus braços, imóvel. Larguei-o em minha cama encostado ao travesseiro. Fui à cozinha e peguei uma tigela de leite e retornei ao quarto, ainda tomando muito cuidado com os barulhos que podiam acordar meus pais.
Cheguei ao quarto, coloquei-o no chão e assim lhe dei a tigela de leite. Ele bebeu tudo, me olhou com aquele focinho molhado, todo babado de leite. Soltei uma risada baixa.
Deitei-me na cama e o coloquei ao meu lado de forma quem ambos ficássemos confortáveis. Então adormeci. 
                Acordei com os berros da minha mãe.
- Mas ele é lindo, tão fofo essa coisa linda. 
No mesmo instante dei um pulo da cama, me deparei com aquela cena estranha. Minha mãe com aquela bola de pelos que encontrei na noite passada. Embora parecesse sonho era realidade e então a enfrentei. Contei para a minha mãe e ao meu pai e eles aceitaram.
Fiquei com ele. Eu saía menos. Cuidava e o alimentava sempre que podia. Ele cresceu e cresceu muito. Deparei-me com um akita forte, branco e saudável. Dei-lhe o nome de Heros.
Quem diria que aquela noite fria, de céu estrelado mudaria minha vida. Enfim, me peguei madura, formada e com um melhor amigo que fora o motivo disso tudo.
 
MICHELE
Aproximei-me lentamente, tentando entender direito o que era aquela coisa. Quando cheguei mais perto, estendi minha mão para tocar no saco. No início achei que fosse mesmo lixo ou roupas velhas, mas estava enganada. Olhei para os lados, mas não havia ninguém por perto. Abri o saco curiosa e quando olhei, vi que era apenas lixo mesmo. Olhei por mais um minuto e vi que algo estava brilhando. Mexi um pouco mais para ver o que realmente era e, quando me dei conta, era uma caixa. Mas não uma caixa qualquer. Ela era de ferro e tinha pequenas pedrinhas vermelhas. Peguei-a e fui para casa. Quando cheguei, corri até meu quarto, fechei a porta e fui ver o que havia nela. Abri com calma e dentro dela tinha apenas um pequeno bilhete, onde estava escrito: ''Conquistar nem sempre, desistir jamais!''
VITÓRIA MACIEL
Uma casa pequena onde morava uma família muito unida que
quase nem tinha roupas para se vestir. Lembrei- me da minha família. Nós não somos felizes. Meus pais estão sempre brigando. Poucas vezes vi minha mãe feliz. Meu pai
sempre está triste, pois o dinheiro nem sempre sobra. Às vezes eu gostaria de ser mendigo, talvez fosse feliz.
No outro dia eu fui para meu trabalho. Sou repórter. Mandaram-me
fazer uma matéria sobre pessoas carentes. Resolvi ir até a família que
morava perto da minha casa. Chegando lá, a família ficou meio surpresa
com a visita e eu disse:
-Estou aqui para fazer uma matéria sobre pessoas muito pobres e
eles começaram a falar e eu perguntei para a dona da casa:
-Vocês, sendo pobres, como conseguem ser tão unidos?
A dona respondeu:
- Dinheiro não é tudo, você não consegue comprar amizade, confiança, respeito, amor, carinho, admiração e outras coisas. Há muitas pessoas ricas que são infelizes. Prefiro ser pobre que rica e infeliz. Com certeza meus filhos vão ser alguém na vida. Podemos ser pobres, mas somos ricos em pensamentos e atitudes para melhorar o mundo.
Eu tinha acabado a entrevista, estava em casa refletindo sobre a entrevista da
família. Fui até minha mãe perguntar:
-Mãe, você me ama?
Ela respondeu:
-Claro que te amo, tudo o que eu faço é por você.
E a filha perguntou novamente:
-Você nunca me dá atenção mãe?
A mãe respondeu:
-Filha, quando estou com você sempre te cuido, te dou carinho, conselhos.
E a filha disse:
Mãe, me perdoa por não ter notado tudo que você faz por mim, por não
dar atenção suficiente a você.
Minha mãe me perdoou. Agora eu me fico mais em casa, a família está melhor. Sempre vou visitá-la. Com essa família aprendi muitas coisas. Revi minha vida, meus valores.

EMANUEL
Continuei andando para ver o que era. Quando cheguei perto, parei e pensei o que podia ser. Decidi abrir o saco. Havia uma caixa com uma chuteira. Ela havia sido de um jogador de futebol profissional. Peguei a chuteira e a levei para casa. No dia seguinte, fui jogar futebol com meus amigos. Passou um senhor e pediu meu nome e se eu me interessaria em jogar no time dele. Aceitei.
Um tempo depois, tive meu primeiro campeonato e decidi usar aquela chuteira. Com ela fiz dois gols e nós ganhamos o jogo. Ganhei vários troféus e medalhas. Eu adorava a minha chuteira. O tempo foi passando e a chuteira rasgou. Tive que comprar uma nova e com ela fui convidado para jogar num time profissional. Aceitei. Depois de um tempo, comecei a me lembrar daquela noite em que encontrara minha chuteira velha. Um tempo depois, decidi fazer o mesmo com a minha chuteira nova. Escrevi um bilhete, que estava escrito que aquela chuteira fora de um jogador de futebol profissional e quem a pegasse iria ter a mesma fama. Coloquei-a dentro de uma caixa de um saco de lixo e a levei até aquela praça junto à esquina.
JESSICA
Aproximei-me da esquina e, chegando perto, olhei para os lados para ver se tinha alguém por perto. Então, mexi no saco e dentro dele havia uma caixa; uma caixa pequena, peguei a caixa para abrir. Mas, quando fui abrir, o meu celular tocou. Era minha mãe pedindo para eu passar na farmácia para ela. Então decidi levar a caixa para casa. Coloquei-a na mochila e fui.
Chegando a casa larguei minha mochila no quarto e fui falar com minha mãe. Por um momento pensei em contar para ela sobre a caixa, mas mudei de ideia. Após isso voltei para meu quarto e abri a caixa. Dentro dela havia um filhote de gato. Era tão pequeno e estava fraco que não se ouvia o seu miado. Fui à cozinha e aqueci um pouco de leite e dei para ele, enrolando-o em uma coberta para se aquecer.
No dia seguinte, falei para minha mãe sobre o gato e ela o aceitou. Então ele virou o xodó da casa, damos muito carinho e amor para ele.
 
GUTHER TOSS
Algo estava se mexendo no lixo, mas não sabia o que era. Estava com medo de ir até lá para ver. Fiquei alguns minutos apenas observando aquele lixo se mexer. Como ele estava meio aberto, dava para ver que não era lixo, mas roupas. Toda vez que eu pensava em ir até lá, aquilo voltava a se mexer.
Com isso vi que o jeito era esperar, para ver se parava de se mover e eu pudesse ver o que realmente era. Cansado de esperar, estava me encorajando para ir até lá. De repente, o saco de lixo parou de se mexer. Pensei, agora é a hora.
Comecei a me aproximar aos poucos. Chegando lá, logo vi que era uma pessoa que estava mexendo no saco de lixo. Olhei bem e tomei um susto daqueles. Minha avó
procurava seu casaco de tricô que tinha acabado de fazer para mim, mas acabara colocando no lixo sem querer.

LUANA
               Fui lá ver o que era, claro! Eram muitas roupas...E realmente eu estava precisando, pois era um mendigo. Não tinha muito o que vestir. Havia construído uma casa de palha para mim, pelo menos para me proteger da chuva. Às vezes, era impossível me proteger. Mas porque será que eu justamente havia encontrado aquelas roupas? Ainda nele havia comida. Fiquei pensando se era sorte ou se simplesmente só coincidência ou coisa do destino como falam por aí, ou fora Deus... Achei estranho pois nunca havia encontrado tudo aquilo. Geralmente encontrava dois reais. Só que com esse dinheiro eu não comprava comida, era droga.    Há três semanas eu estava tomado pelas drogas, pois com ela me satisfazia. Havia pedido a Deus para que me orientasse e agora parado olhando para aquele saco, chovia muito forte.  De repente veio uma luz no céu, me ajoelhei e comecei a chorar. Senti uma emoção imensa. Ouvi uma voz:
               - Ei, amigo!
               Acordei. Era tudo um sonho. Meu “amigo” estava me chamado para fumar. 
               Falei em voz alta e firme:
               - Não. 
                Ainda sentia a força daquele sonho. Sabia que ao meu lado estava quem me deu a luz e hoje sei o que é viver em paz. Parei de morar nas ruas, consegui um bom emprego. Hoje posso dizer que realmente sou feliz.
 
ALESSANDRA
Ou até um monte de terra. De curiosidade me aproximei e olhei bem de perto o que podia ser aquilo. Logo começou a se mexer. Levei um susto enorme. Olhei para os lados para ver se havia alguém ali, mas não havia ninguém. Olhei novamente para ver o que era e enxerguei um homem. Todos o chamavam de Mendigo. Ele me pediu dinheiro e eu ajudei-o com dez reais. Ele me agradeceu e eu continuei a caminhada para casa. Na rua seguinte, encontrei minha amiga que trabalhava junto comigo. Contei a história para ela. Riu. Quando cheguei a casa era meia-noite. Fui dormir. No outro dia passei pela mesma rua que havia encontrado aquele homem. Ele não estava mais lá. Passava sempre por lá e não o vi mais. Espero que ele esteja bem onde estiver.
MARIA LUIZA
               Ao lado, havia uma bolsa bonita e limpa.
-  Porque alguém jogaria duas sacolas em uma esquina e as deixaria ali?,  pensei eu, que decidi esperar um pouco para ver se vinha alguém buscar elas, ninguém veio. 
                Das poucas pessoas que passavam, todas observavam, até que decidi atravessar a rua.  Eram duas trouxas normais, a diferença era o estado. Uma estava suja 
e aparentava ser velha, enquanto a outra era limpa e nova. Peguei-as e as coloquei dentro da minha mochila e fui andando até minha casa, que não era muito longe dali. Cheguei, joguei as coisas no sofá e fui me deitar. Pensei um pouco sobre as sacolas que achei, mas logo, devido ao cansaço, caí no sono.
   Levantei-me cedo, fiz o que sempre fazia todas as manhãs e logo sentei no sofá. Liguei a televisão e peguei minha mochila que estava atirada ao lado do lugar na qual eu havia sentado. Tirei as bolsas e abri a mais limpa. Não sei porque motivo  escolhi justo aquela. Desfiz o nó. Não havia nada dentro, somente um bilhete dizendo:               -
-  Bonita, chama a atenção das pessoas que passam, mas nem sempre há algo dentro.   Não entendi direito o que significava, mas larguei o bilhete e a trouxa e peguei a outra, a suja. Desfiz o nó dessa e dentro havia mais um nó e outro e mais outro. Fui desfazendo até que cheguei na última bolsa onde havia uma bela flor de plástico e um  bilhete dizendo:
               -  Na vida as melhores coisas são as mais difíceis de serem alcançadas. Além disso, não julgue um presente pela embalagem.
Pequeno Grande Time
JOÃO VICTOR
Pensei em ajuntar. Fui dar uma olhada para ver, porém, tinha algo de errado. Eram uniformes de um pequeno time de futebol. Junto havia um bilhete:
- Quem quiser este uniforme poderá pegá-lo, no entanto terá que montar um grandioso clube de futebol.
Resolvi recolhê-los. No sábado seguinte, comecei a pensar como seria o símbolo e o nome do meu time. Estava desenhando o símbolo e logo tive uma ideia:
-Se chamaria Grêmio Futebol Porto Alegrense.
Lavei o uniforme e o levei a uma costureira. Ela iria costurar o emblema do time. Divulguei nos postes, anunciados, para pessoas participarem do time. Vinte jovens apareceram.
Inscrevi o Grêmio no campeonato brasileiro. Todos os outros times tinham uniformes simples. O nosso era o mais vistoso. Havia linhas e suas cores eram azul, preto e branco. Como novatos, os outros times eram superiores a nós. No primeiro jogo ganhamos de goleada assim vi que tínhamos chances de vencer o campeonato. Isso daria aos três primeiros clubes prêmios cinco, sete mil e quinhentos e dez mil reais. Ganhamos o torneio e os dez mil. Investi em um estádio não tão grande, mas teríamos o nosso próprio estádio. Vi que o Grêmio poderia conquistar a Ámerica e o mundo.
 
 
CAROLINE
- Quem se esconde?
Chegando mais perto ouvi um barulho. Havia uma pessoa lá. Eu aterrorizado de medo, parei por alguns minutos e pensei:
- Quem será? 
 Mas eu muito curiosa tentei chegar mais perto, mas a pessoa fugiu, se escondeu. Então continuei andando. Logo em frente avistei uma sombra pela luz do poste. 
Pisei em uma posa e acabei fazendo um leve barulho e aquela pessoa ouviu e foi correndo para um banheiro químico que havia logo à frente. 
Falei várias vezes:
-  Quem é? Porque se esconde de mim? 
    Mas ninguém respondia. Sentei em um banco que tinha ao lado do banheiro esperei por horas e horas. Finalmente a pessoa resolveu sair. 
Era minha mãe. Assustei-me quando descobri que era ela, mamãe. Ela disse que estava me seguindo pelo fato de tentar descobrir o que eu estava aprontando!
 
PROFESSORA DAIANE FAGHERAZZI
 
 
 
 

sábado, 28 de abril de 2012

Pensando no gênero textual  crônica, convidei meus alunos para vermos o filme “A Vida é Bela”. Propus a eles que se colocassem na posição do personagem Josué e narrassem o olhar da criança perante os fatos vividos. Saíram essas maravilhas de texto:


LUIS HENRIQUE
Se eu fosse contar a história da minha vida, diria o que meu pai, meu grande herói, fez para me deixar viver.
Vivíamos em um pequeno vilarejo na Itália. Éramos uma família pequena, porém unida e feliz. Meu pai tinha acabado de realizar seu sonho: ter uma livraria. Iniciou-se, no mesmo período uma guerra.
Lembro-me como se fosse hoje. Fomos levados a uma estação de trem tomada pela Alemanha. Entramos em vagões sem bancos, apertados e gelados para seguir até a base alemã. Minha mãe, por ser professora e falar outras línguas, poderia ficar, todavia decidiu ir para não permanecer separada de nós.
Ao chegarmos ao local, meu pai disse que tudo fazia parte de um jogo e aquilo era um passeio, visto que era meu aniversário. Acreditei. Fomos destinados a dormitórios lotados e desconfortáveis. Meu pai tinha que trabalhar forçado por várias horas. Entretanto nunca o vi ai reclamar. Estava sempre de bom humor, querendo me proteger. Vários dias se passaram e várias crianças foram mortas. Meu pai me escondeu para que os alemães não me encontrassem.
O tempo passou e havia rumores de que a guerra havia acabado. Os soldados alemães estavam deixando a base de concentração. Continuavam matando pessoas. Meu pai tentou, então, arriscar-se. Escondeu-me em uma espécie de porta-cartas. Eu fiquei naquele local apertado. Disse-me para não sair dali. Segui suas instruções. Ele pegou minha coberta, vestiu-se de mulher para entrar nos dormitórios femininos a fim de encontrar minha mãe. Não a viu.
Correndo pelas ruas, mas foi pego por um soldado alemão. Passou em frente ao meu esconderijo e foi levado para um canto. Parecia que já sabia o que iria acontecer. Foi a última vez que vi meu pai sorrindo para mim. Ele me fez feliz pela última vez.
Fiquei naquele pequeno local até todos irem embora. Amanheceu. Então saí e me vi sozinho em meio a um território de guerra. Não sabia o que fazer. Avistei soldados americanos que chegavam com um tanque de guerra. Eles se aproximaram de mim e me convidaram para subir. Sem saber de nada, pensando que aquilo era um jogo, fui passear com eles. Encontrei minha mãe. Fiquei feliz. Assim é que me lembro de meu pai...

AMANDA VELOSO
Lá estava eu, dentro daquele caixote de ferro com apenas os olhos para fora, esperando meu pai voltar. Ou se isso não acontecesse, esperando, então, que mais ninguém estivesse ali para eu poder sair e receber meu prêmio.
Estava nervoso, ansioso para ver como seria dali em diante. Estava com saudades de minha mãe. Eis que, então, aquele suposto “campo de provas” tornou-se um silencio. Abri aquela porta com muito vigor e, no meio daquele grande espaço, olhei para todos os lados e me vi sozinho, sem ninguém. Ouvi aquele ronco chegando. Era ele, o meu prêmio: o meu tanque.
Era verdade, depois de adquirir os mil pontos, o prêmio viria. Ele tinha razão. “Eu te amo, pai.”
Um comandante me guiou e no caminho a avistei: minha mãe. Logo caí em seus braços em um abraço apertado, cheio de amor. Um momento que eu vou para sempre guardar: adquiri os mil pontos e acima disso vi o quanto meu pais têm valor.

GIULIA BRANDALISE
Eu, naquela época, jovem e inocente, não sabia de nada disso. Meu pai, minha mãe, meu tio e eu embarcamos em uma viagem que para meu pai não teve volta. Para muitos também não teve. Era meu aniversário e, segundo meu pai, não passava de uma viagem bem sucedida de um jogo no qual deveríamos marcar mil pontos.
Não sei quanto tempo o jogo durou, mas o lugar não me contentou. Era sujo, misterioso e, ao mesmo tempo, muito assustador. As pessoas gritavam e se olhavam com muita raiva e desprezo. Comíamos pouco e quando recebíamos algo, não passava de pão duro e velho.
Mas lá todos tinham de marcar mil pontos. Todos eram rivais. Brinquei de me esconder de tudo e de todos. Brinquei do jogo do silêncio. Valeu a pena meu tanque de guerra. Com minha mãe voltei para casa. Sinto falta do meu pai. Jogos como este nunca mais.

VITÓRIA MACIEL
Era pequeno quando tudo aconteceu. Dia do meu aniversário. Meu pai me disse que a gente iria para um parque a fim de juntarmos mil pontos e ganhar um tanque blindado.
Quando chegamos ao local, uma das regras era que eu não podia ver minha mãe. O No local brincava todos os dias com outras crianças. Um dia todas sumiram. Meu pai disse que elas haviam perdido o jogo. Eu tinha que ficar escondido para não ser visto por ninguém. Caso me vissem, nós perderíamos o jogo. Uma tarde fui ver o que meu pai fazia e descobri que trabalhava duro. Ele me pediu para ficar escondido. Nós criamos um código: ele me chamava três vezes e eu aparecia.
Depois de uns meses meu pai conseguiu juntar mil pontos. Como havia uma guerra, eu fui aconselhado por meu pai a entrar numa caixa e ele foi atrás da mamãe, mas estupidamente um alemão o matou. Amanheceu e eu fui encontrado por um soldado americano que estava em um tanque blindado. Encontrei minha mãe. A felicidade era grande. Mas havia tristeza também em mim. Perdi meu pai muito cedo. Ele vive dentro de mim.

LUANA DE BORBA
Aqueles dias foram bem confusos. Ainda me lembro. Tentar salvar meu filho não fora nada fácil. Antes um homem que só vivia viajando e sorrindo e, agora, em meio a uma guerra sem saída. Um objetivo havia: a vida do meu filho e da minha princesa. Era a fuga daquele lugar inquietante. Mas em meio a tudo aquilo, meu filho me trazia alegrias com o entusiasmo de ganhar o tanque de guerra. Daquelas quatro paredes, meu pequeno me via carregar coisas pesadas. Minha mulher não estava mais comigo, meu Josué ficava cada dia mais apático.
Minhas forças iam se extinguindo, mas não desisti. Até que um dia meu filho quis ir embora. O que faria agora? Tentei convencê-lo a ficar. Afinal, era um grande prêmio estávamos na frente, vencendo. Faltava pouco. Mas me pegaram e não sobrevivi.
Agora quem fala é o Josué. Tenho orgulho de meu pai. Sinto sua falta. Mas sei que ele foi um grande guerreiro.

MARIA LUIZA
Quando eu era pequeno, sete anos, mais ou menos, tinha tudo o queria: carinho, amor, uma casa. “Josué!”, gritava minha mãe, “levanta!”.
Um dia isso tudo mudou. Fui acordado por barulhos estranhos. Desci correndo, vi pessoas desconhecidas levando meus pais. Fui junto. “Aonde vamos?”, questionei. “Tudo faz parte de um jogo”, dizia papai, que logo em seguida falava baixinho “um horrível jogo”.
Demorou, mas chegamos a um local horrível, cheio de pessoas assustadas. Imediatamente nos levaram a uma espécie de cabana que, segundo meu pai, era o local que deveríamos permanecer para participar do jogo. Deram-nos uniformes, roupas listradas.
Eu ficava o dia inteiro nessa cabana. Meu pai só voltava à noite, machucado, cansado. Ele dizia que eram jogos e que estava ganhando pontos a fim de sairmos dali vencedores. Prêmio: um tanque de verdade. Quando eu pedia o porquê de ele voltar daquele jeito, a única coisa dita era “São lutas de brincadeira, por isso você deve esperar aqui”.
Chegou um dia em que pessoas começaram a correr, havia confusão, tiros. Meu pai, assustado, disse para me esconder em uma caixa e só saísse quando não houvesse mais barulho, mais ninguém por perto. Obedeci. Passou-se um tempo e decidi espiar. Vi meu pai deitado num canto, imóvel. Logo o lugar ficou vazio. Saí dali e corri em direção ao meu pai. Estava morto. Encontrei minha mãe. Meu herói havia lutado pela minha vida.


 VISÃO DO TIO - CRÔNICA
Eu havia tido uma boa juventude. Meu pai me dera a oportunidade de estudar, coisa que eu valorizava muito. E depois que ele morrera, eu havia herdado seu restaurante. Mas os anos se passaram. Eu estava velho e meu sangue judeu não ajudava nos negócios. Frequentemente minha casa era destruída por jovens nazistas. Uma vez até pintaram em meu cavalo a frase “Cavalo Judeu”.
Meu sobrinho veio morar comigo e, em troca de casa e comida, ele trabalhava de garçom para mim no restaurante. Os anos foram passando muito rápido, e meu sobrinho havia casado com uma professora. Agora tinha um filho e havia também comprado uma livraria, diariamente taxada como “loja judia”.
Exatamente no aniversário de Josué, filho do meu sobrinho, fui levado pelos guardas a uma estação de trem. Depois fiquei sabendo que Josué e meu sobrinho também estavam lá. Todos dentro do trem eram judeus. Não pude esconder minha tristeza quando meu sobrinho disse:
- Acalme-se, Josué, é apenas um jogo, seu presente de aniversário.
Chegamos a um lugar frio, e os soldados nos fizeram descer e formar uma fila, mulheres para um lado, homens para o outro. Ao chegarmos ao final da fila, nos conduziram a um pavilhão feio, de madeira, com vários beliches apertados. Logo um soldado veio nos dizer as regras.
No outro dia, os homens foram trabalhar, mas me disseram: “os velhos ficam aqui com as crianças”. Trouxeram-nos água um pedaço de pão velho e nos mandaram ir para o banho.  Josué não quis ir e se escondeu. Mas outros, como eu, formaram uma fila e um soldado nos conduziu a um prédio.
Uma das soldadas tropeçou e caiu e eu a ajudei a se levantar. Ela desvencilhou-se de minhas mãos e olhou para mim com cara de nojo. Então pensei: “Não somos todos filhos de Deus? Não somos todos humanos? Não entendo o porquê de tudo isso...”
Então nos mandaram tirar as roupas e entrar em uma sala para tomarmos banho. Entrei e logo percebi que aquilo não era um banho. Soltaram um tipo de gás e todos ao meu redor começaram a morrer...a minha visão foi ficando embaçada. Eu não conseguia respirar direito. Caí no chão e tudo foi ficando escuro, escuro, escuro, escuro...
VITÓRIA


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Palestra Peso Corporal


Pensando no bem estar e na saúde corporal, hoje pela manhã os alunos da escola assistiram a uma palestra com a equipe de nutricionistas do Hospital Beneficente São Carlos. A nutricionista Camile Boscaine, na oportunidade falou sobre a importância de uma alimentação saudável. A curiosidade dos estudantes fez o a conversa durar mais de uma hora. Os questionamentos foram os mais variados, aprenderam a importância da consulta à tabela de valores nutricionais contida nos alimentos e da importância do consumo de alimentos naturais, bem como, uma alimentação equilibrada.




Por: Profº Rafael Crippa
DAIANE FAGHERAZZI - PROFESSORA DE LÍNGUA PORTUGUESA
Pensando em poesia, sugeri, depois de leituras e abordagens sobre o gênero textual, que os alunos criassem textos sobre o universo "mar". Eis as obras em destaque:
SAUDAÇÃO DE VERÃO

No mar existe um lugar
Tão lindo e bonito
Para gente pescar e meditar
Mas também temos que nos cuidar.
No mar há perigo dos surfistas
se afundarem e se afogarem.
Na areia podemos jogar
No mar podemos mergulhar
E na praia podemos descansar.

No mar podemos pensar e observar
Mas temos que cuidar
Poderá vir uma onda e nos derrubar
Mas é ótimo nos banhar.

Cuide do mar como se fosse seu olhar
Para quando voltar se alegrar
Mas nunca se empolgar
Pois uma vida você não pode desperdiçar .
Caroline Bertolini Soares

O MAR
O mar é um bom
Lugar para nadar
E também navegar.
Às vezes me pego a sonhar
Com um sonho que não
Se pode descartar.

Eu queria mergulhar
Para um tesouro encontrar.
Para ajudar as pessoas
Com quem eu cruzar.
Bryan B. C.

PRAIA
Fui à praia para meditar.
Quando vi já estava a sonhar.
Sonhei com peixes a nadar.
Pássaros a voar.

E o navio a navegar
Observando o céu azul
Me deu vontade de saber
Como é voar.
Então vi os pássaros
E pensei, será que eles podem me levar?
Quando estavam me levando acordei e
Vi que estava sonhando.
Bruna Porto Toss

MAR
Por que vim para a praia?
Não sei se era para me alegrar
Ou para navegar.
Sei que era para observar e enxergar.
Mas não deixei de fixar
Quando olhei para o mar.

Por que vim para a praia?
Talvez vim para sentir o ar
E mergulhar no mar.
Talvez vim esquecer os problemas
E sentar para ver os turistas embarcar.

Por que vim para a praia?
Decidi vir para a praia para
Ver as ondas tocarem na areia,
Os surfistas mergulharem na água.
Decidi vir à praia para ver o
Pôr-do-sol, meditar no final do dia.
Ver a paisagem de uma bela vista.
Vim ver o mar, por quê?
Para me lembrar dos momentos
De paz e harmonia.
Para ver o céu azul do dia.
Para ver as conchas serem
Escondidas pela areia.
Para caminhar na beira da praia
E pensar bem assim:
“Sonhar é como voar numa
Paisagem sem fim”.
Stéfani da Rosa dos Santos

O MAR
O mar é um lugar ótimo
Para descansar e relaxar.
É um lugar calmo e cheio de paz.

É um lugar próspero, calmo
E o vento leva
Você sente vontade de voar,
Flutuar e navegar.

Mas o som do ar
E dos pássaros dá uma
Sensação tão boa de humildade
E amor.
GABRIEL PEREIRA

MAR
Vou navegar para ninguém me encontrar
Aprendi a nadar para não me afogar.
Peguei rede para pescar, para comida não faltar.

Vou cantar, mergulhar e nadar.
Vou surfar e conchas pegar.
Vou tomar água de coco na frente do mar.

Vou pedir para Deus me abençoar.
Mar lindo
Ainda bem que existe.
Senão ia chorar.
Eu vou aproveitar
E com o salva-vidas conversar.
Vou passar protetor solar
Para minha pele não ressecar.
E na praia vou aproveitar.
ROCHELLE

O MAR
Perto da minha casa existe um lugar
Um lugar onde podemos sonhar
Um lugar para esquecer os problemas
Um lugar onde criamos lemas.

Esse lugar é o mar.
Doce água, doce.
Não é salgado, não.
Claro como o céu em dia de sol.

O mar, lugar que é para se refrescar.
E os problemas da mente deletar.
Lá no mar eu brinco.
Lá no mar podemos nadar.
E vai ser no mar que as ondas eu vou pular.

Vou passear em meio às lembranças.
E recordar que há esperanças.
Eu quero aproveitar a infância.
Eu vou brincar na areia como uma criança.

Vou deixar os problemas de lado.
E para o mar eu vou.
Nadar, pular, me emocionar.

Mar, lugar lindo para me refrescar.
Lugar lindo onde posso sonhar.
Quero viver no mar.
Deitar na areia, olhar para o céu
E lembrar a imensidão do mar.

Olho para o céu
E imagino o futuro
Belo, lindo como o mar.
Vou imaginar um lindo pomar
Belas noites.
Vou às estrelas viajar
Quero vê-las brilhar.
Lá no fundo do mar
Vou vê-las vindo das ondas.
Vou sonhar alto
E esquecer o passado.
KAMILA

NO MAR

No vamos nadar e boiar.
Com Neymar é divertido
Surfar com minha prancha
Vou ao mar.
Com minha boia, vou boiar
E minha prancha surfar.
Quando vou nadar
Posso me afogar.
Por isso o salva-vidas sempre
Está lá com a boia para jogar.
Para não me afogar.
Eu sei que estarei segura
Porque o craque Neymmar
Vai estar lá para me ajudar.
GABRIELI