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quarta-feira, 13 de junho de 2012

 INDISCIPLINA

Muitos são os dias nos quais em chego em casa e penso “O que eu devo fazer ainda para melhorar a relação professor-aluno-disciplina?”. O que ainda preciso aprender e fazer?
Diria que ser professor é ter uma grande missão. Temos muitos desafios e o maior deles é, provavelmente, conquistar a turma, fazê-la produzir mais do que o esperado, criar condições para que todos aprendam. Acredito que os educadores buscam desenvolver atividades que beneficiem e estimulem o aprendizado de seus pupilos. Além disso o que vem preocupando é justamente o comportamento dos educandos no âmbito escolar. Como reduzir a agressividade dos estudantes e ajudá-los a se tornarem mais participativos e menos indisciplinados?
Na sala dos professores, os assuntos mais debatidos são a postura perante os alunos que não param de conversar e não participam das atividades, a falta de respeito em sala, os xingamentos e as agressões verbais e físicas. É fato que a família não impõe limites e parece que cabe ao professor cumprir esse papel. Vive-se em uma sociedade em que o lar de muitos é desestruturado, pais ausentes, falta de diálogo, ausência de amor. Mas será que é missão dos professores assumirem a falta de limites e respeito, a rebeldia dos alunos? Talvez o melhor seria criar oportunidades para que pais, alunos e professores pudessem dialogar com o apoio de profissionais da área da psicologia. Acredito que palestras educativas e atividades que proporcionam aproximação de pais e filhos trariam bons resultados.
E o que se pode fazer mais para ajudar?
Não se pode falar de indisciplina sem pensar em autoridade. A autoridade se constrói, isto é, é muito diferente de ser autoritário. Talvez dizer "não faça isso", castigar seja inútil. O aluno necessita aprender a noção de limite e isso só acontece quando ele percebe que há direitos e deveres para todos. Exigir silêncio para ser ouvido, ameaçar e punir, pedir tarefas descontextualizadas são maneiras que alguns professores encontram para ter resultados positivos. Mas será que funciona? Acredito que em parte possa resolver problemas de indisciplina. Esse seria considerado o professor autoritário.
E como seria o professor com autoridade? É aquele que busca conquistar a participação com atividades relevantes, mostra os objetivos dos exercícios sugeridos, escuta e dialoga, tenta adequar os métodos às necessidades da turma, dá valor ao conteúdo de sua disciplina na construção do conhecimento, adapta os conteúdos aos objetivos da educação e à realidade do aluno, vê o aluno como um ser humano.
Mas e se o professor com autoridade não consegue resultados positivos tendo esse tipo de conduta? Talvez a solução que ele encontre seja usar do autoritarismo para ter o controle de certas situações. Reflitamos.
Creio que a indisciplina seja uma das maneiras que os alunos têm de comunicar que alguma coisa não está bem. Por trás de uma brincadeira em sala podem estar problemas familiares ou psíquicos. Talvez a saída seja dar mais atenção ao jovem, ajudando-o a entender o que o incomoda. Para isso penso que seria indispensável o acompanhamento de um profissional da área.
Em relação à agitação dos meus alunos, dou tarefas para fazer com que se sintam valorizados. Procuro incentivar o lado bom deles a fim de que percebam que são úteis. Acho que carinho e atenção dados de forma sábia podem contribuir para que sejam mais educados. Isso também pode fazer com que aquele “aluno-problema” supere o estigma. Quando algum aluno faz algo de errado peço que o mesmo escreva palavras positivas no caderno, como “Sou um aluno maravilhoso”, “Tenho um ótimo comportamento em sala de aula”, “Sou educado”, etc. Vejo a prática do elogio (caderno de elogios) como um caminho para evitar o comportamento agressivo.
Sabemos que a maioria dos problemas está em casa. Por essa razão decidi trabalhar assuntos como o relacionamento familiar. Fiz uma atividade em que eles puderam falar sobre os dramas familiares: pai alcoólatra, desarmonia familiar, entre outros. Tento sempre valorizar os alunos e procuro aliar as necessidades de ensino-aprendizagem às preferências da turma. Às vezes não funciona 100%, mas já tive bons resultados.
Penso que algumas condutas para enfrentar os “rebeldes” sejam esquecer a imagem do aluno "ideal", observar mais os alunos, conversar com os que atrapalham a aula, não rotular o aluno, procurar situações com histórias que os levem a refletir sobre o comportamento dos colegas sem expô-los, não abrir mão do objeto de trabalho (conhecimento), diferenciar as aulas (evitar a rotina). Os conteúdos podem ser atitudinais e não apenas conceituais ou factuais.
Uma boa saída seja o contrato didático. Estabelecer um acordo desde o primeiro dia de aula com direitos e deveres a serem cumpridos. Estou fazendo a minha parte.
Profa Daiane Fagherazzi


sábado, 9 de junho de 2012

Vidas em Português

Língua materna em vários lugares do mundo - Brasil, Portugal, Goa (Índia), Moçambique, Angola, Guiné Bissau, Macau (China) e Japão - a Língua Portuguesa é garantida com uma variedade de culturas e de realidades sociais, políticas, que influem na vida dos falantes.
O uso da língua portuguesa em diferentes culturas é o tema do documentário "Língua: Vidas em Português", primeiro longa-metragem do moçambicano radicado no Brasil, Vitor Lopes, que aborda particularmente a pluralidade cultural da língua portuguesa. Este documentário é desenvolvido a partir de uma análise feita do ponto de vista dos próprios falantes, que também representam a seu modo de ser, a sua língua e sua situação cultural, social e ideológica nos diferentes locais nos quais vivem. Entre as pessoas envolvidas, estão estudantes moçambicanos habitantes de Portugal, um cozinheiro brasileiro que vive em Tóquio, indianos que vivem em Goa, entre outros. Ilustres personalidades como os brasileiros Martinho da Vila e João Ubaldo Ribeiro, os portugueses Teresa Salgueiro e José Saramago, o escritor moçambicano Mia Couto se mesclam aos anônimos de todas as partes do mundo mostrando, mediante as ações do cotidiano, a relação que eles têm com a língua,
Segundo José Saramago, há línguas portuguesas e não uma só língua portuguesa. Essas línguas são, ao mesmo tempo, iguais e diferentes. Sabemos que a linguagem dos seres humanos passou de um estado primitivo e foi se tornando um sistema bastante complexo. As línguas estão sempre em constante modificação/evolução, conforme a realidade do falante. Ela se adapta ao momento: é viva. Em se tratando da língua portuguesa, pensá-la como uma entidade homogênea não é cabível.
Seria relevante se nesse documentário houvesse um olhar filológico de um linguista, que pudesse analisar as diferenças de sintaxe, pronúncia e léxico dos falantes. Seria interessante se a Linguística (estudo da linguagem humana) tivesse atuado, já que ela observa e interpreta os fenômenos linguísticos e com isso depreende os princípios fundamentais que regem a organização e funcionamento das línguas, neste caso, a portuguesa. Dessa forma poderia ser desenvolvido um trabalho ressaltando as diversidades como, por exemplo, o linguajar do pastor evangélico e vendedor ambulante do Rio de Janeiro, o falar do escritor João Ubaldo, os dizeres e cantares de Martinho da Vila, as preciosas construções de Saramago.
Como a obra apresenta riquezas linguísticas, explorar os diferentes discursos, os dialetos proporcionaria um valioso trabalho também na área da semântica (estudo do significado em todos os sentidos do termo) e da pragmática (estudo da linguagem no contexto de seu uso na comunicação). Teríamos certamente belas pesquisas a serem vistas, discutidas, apreciadas.

Professora Daiane Fagherazzi

domingo, 3 de junho de 2012

RAPS DOS ALUNOS - Daiane Fagherazzi

Partindo da música "Linhas Tortas", de Gabriel Pensador, foi feito um debate sobre rap e uma reflexão sobre o texto. Depois os alunos foram convidados a desenvolver em duplas e trios seus próprios raps.

LINHAS TORTAS - GABRIEL PENSADOR
Alguns às vezes me tiram o sono, mas não me tiram o sonho.  Por isso eu amo e declamo, por isso eu canto e componho.  Não sou o dono do mundo, mas sou um filho do dono, do verdadeiro Patrão, do verdadeiro Patrono.
- E aí, Gabriel, desistiu do cachê?
- Cancelei um trabalho aí pra não me aborrecer.
- Explica isso melhor, o que foi que você fez?
- Tá tudo bem, eu explico pra vocês:
Tudo começou na aula de português.   Eu tinha uns cinco anos, ou talvez uns seis. Comecei a escrever, aprendi a ortografia.  Depois as redações, para a nossa alegria. Professora dava tema-livre, eu demorava pra escolher um tema, mas depois eu viajava. E nessas viagens, os personagens surgiam, pensavam, sentiam, choravam, sorriam. Aí a minha tia-avó, veja só você me deu de aniversário uma máquina de escrever. Eu me senti um baita jornalista, tchê, que nem a minha mãe, que trabalhava na TV. Depois, já aos quinze, mas com muita timidez fiquei muito sem graça com o que a professora fez. Ela pegou meu texto e leu pra turma inteira ouvir.  Até fiquei feliz mas com vontade de fugir. Então eu descobri que já nasci com esse problema. Eu gosto de escrever, eu gosto de escrever, crer ver.  Ver, crer, eu gosto de escrever e escrevo até até poema. Meu Pai, eu confesso, eu faço prosa e verso. Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso.  Na loja eu vendo disco, já vendi mais de um milhão.  Se isso for um crime, quero ir logo pra prisão.
- Ih, pensador, isso é grave, hein!
É, vovó dizia que eu já escrevia bem. Tentei me controlar, me ocupar com um esporte, surf, futebol, mas não era o meu forte.  Um dia eu fiz uns raps e achei que tava bom. Me batizei de Pensador e quis fazer um som. Ficar famoso e rico nunca foi minha meta. Minha mãe já era isso, eu só queria ser poeta.  Meu pai, um homem sério, um gaúcho de POA, formado em medicina, não podia acreditar.  Ao ver o seu garoto Gabriel com um fone nos ouvidos viajando com a caneta no papel.
- O que você tá fazendo? Vai dormir, moleque!
- Ah, pai, peraí, eu só tô fazendo um rap!
Ninguém sabia bem o que era, mas eu tava viciado naquilo.  E viciei uma galera! Meu Pai, eu confesso, eu faço prosa e verso.  Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso. Na loja eu vendo disco, já vendi mais de um milhão.  Se isso for um crime, quero ir logo pra prisão. Não tô vendendo crack, não tô vendendo pó.  Não tô vendendo fumo, não tô vendendo cola. Mas muitos me disseram que o que eu faço é viciante.  E vicia os estudantes quando eu entro nas escolas até os professores às vezes se contaminam.  Copiam minhas letras e textos e disseminam sementes do que eu faço, já não sei se é bom ou mau. Mas sei que muito aluno começa a fazer igual. Escrevendo poemas, escrevendo redações, fazendo até uns raps e umas apresentações.  Me lembro dos meus filhos e a saudade é cruel.  Solidão me acompanha de hotel em hotel.   Casamento acabou, eu perdi na estrada.  O amor que ainda tenho é o amor da palavra.  É falar e cantar, despertar consciências.  Dediquei a vida a isso e maior recompensa.  É servir de referência pra quem pensa parecido.  Pra quem tenta se expressar e nunca é ouvido.  É olhar pra minha frente e enxergar um mar de gente.  E mergulhar no fundo dos seus corações e mentes.  É esse o meu mergulho, não é o do Tio Patinhas.  É esse o meu orgulho, escrever as minhas linhas.  Eu escrevo em linhas tortas, inspirado por alguém.  Que me deu uma missão que eu tento cumprir bem.  Escuto os corações, como um cardiologista.  Traduzo o que eles dizem como faz qualquer artista.  Que ganha o seu cachê, que é fruto do trabalho.  De cigarra e de formiga, e eu não sei o quanto eu valho.  Mas eu sei que quando eu ganho, divido e multiplico.  E quanto mais eu vou dividindo, mais fico rico.  Rico da riqueza verdadeira que é de graça.  Como um só sorriso que ilumina toda a praça.  Sorriso emocionado de um senhor experiente em pé há duas horas debaixo do sol quente.  Ouvindo os meus poemas em total sintonia.  Eu sou ele amanhã, e hoje é só poesia.

Eis as obras dos alunos da sexta-série:

STÉFANI, BIANCA, GABRIELE
Vamos todos juntos num lugar especial
Vamos para um lugar onde tudo é normal.
A música nos roda e a escrita nos provoca.
A profissão nos contagia e a galera se agita.
Nossa família não entende, mas a gente compreende.
Todo mundo é viciado, mas ninguém é drogado.
Nosso vício é o estudo que gira em torno do mundo.
Matemática a gente calcula.
Ciência a gente procura.
Português a gente entende.
Inglês a gente compreende
E todo o resto a gente aprende.
Nossa família nos entende e agora.
Nos quer para sempre.
Ninguém nos julga
e todo mundo se ajuda.
Nossos sentimentos são ligados pelo tempo.
Ninguém nos julga,  ninguém tem medo.
Todo mundo tem sentimento.
Eu assisto à tv,  desenho animado,  terror,
comédia,  romance e nisso sou viciado.
Minha mãe sempre dizia
você vai ser um orgulho para nossa família.


ALANA
Histórias de vida
Hoje cheguei à aula e a professora me falou
um rap você vai ter que apresentar.
Não sei o que é isso,
mas já que estou aqui, vou tentar.
Peço que não dê risada, nem bata palmas.
Não sou melhor que você.
Nem você é melhor que ninguém.
Hoje só peço que todos se saiam bem.
Em um rap você pode expor  sua vida.
Mas lhe aconselho,  meu amigo,
cuidado com as palavras proferidas.
Podem se tornam doloridas.
Me pai morreu e agora não está mais ao meu lado.
Às vezes penso com o seria bom
Ter um camarada e receber um abraço apertado.
A vida da gente é como um quebra-cabeça.
Enquanto as peças não se encaixarem
Com a vida é difícil lidar.
Sem críticas, sem falar mal.
Só sou uma menina criando um rap legal.


CAIO E EDIOMAR
Morei na favela, joguei na seleção.
Joguei com o Ronaldinho, porque jogar é uma profissão.
Desejo felicidade para toda a multidão que aplaudiu de montão
quando Ronaldinho fez um gol para a seleção.
Argentina chorou de montão.
É mais um prêmio para exposição.
Muitos choram de felicidade
quando o capitão ergue a taça
com muita vibração, chorando de emoção.
Vou voltar para casa, treinar para mais raps criar,
 e meus colegas escutar.
A meus pais emocionar.
A galera vai delirar,
gritar meu nome sem parar.
É mais um desafio que eu consigo realizar.
Eu gosto de criar raps, cantar e me valorizar
pra a solidão eu espantar.

KAMILA E CAROLINE
Aldeia global.
Com tudo o que escuto,
com tudo o que eu vejo.
Os maiores sonhos sou eu quem planeja.
Vida é para ser vivida.
Correndo atrás de uma lição.
Agora to ligada na minha missão.
Pensando no futuro,
eu vi que errei.
Mas penso nas coisas certas
e digo, pô, eu também acertei.
A minha rima não faço pra humilhar
Faço pros manos se conscientizar.
Lá na escola eu não tava nem aí.
Mas olha a rima que eu escrevi.
Nas provas eu colava
e no final do ano me prejudicava.
Minha mãe não entendia.
Mas eu compreendia.
No meu rap eu mando ver.
O resto a gente aprende
O resto a gente crê.


OTÁVIO DORNELES NUNES E NICKOLAS DE MELO DORNELES DE LIMA
O que será que é português,  religião?
Porque a sora só fala em nossa dedicação.
Ela também fala sobre nosso paizão.
Apesar de eu não acreditar,
ela continua a falar.
É melhor aprender isso,  que ir morar no lixão.
Às vezes o que a sora fala parece piração,
mas eu sei que tem coração.
Tem gente que acredita, outras não.
Eu sou um que diz não.
Muita gente gosta de brigar.
Eu prefiro conversar.
Muita gente gosta de vingança.
Para mim a vingança nunca é plena,
mata a alma e envenena.
Meu rap a sora disse que gostou.
Não posso desconfiar.
Eis que estou aqui para apresentar.

BRUNO E EVERTON
Antigamente era o pai e a mãe
que escolhiam nossa profissão.
Hoje somos nós que escolhemos nosso  ganha pão.
Nas salas de aula para os trabalhos há instrução.
E os professores e diretores oportunidades dão.
Queremos uma vida mais fácil e melhor.
Nossos pais querem que nós
sejamos pessoas de ideais elevados,
mesmo estando longe e focados.
Há momentos em que ficamos distante deles.
Mas é preciso encarar as dificuldades.
e às vezes fugir de certas amizades.
A família é importante.
Às vezes atrapalha nossos sonhos.
Isso é um pouco enfadonho.
Mas tenho orgulho em dizer.
Como ela pode crescer.
Eu faço um rap, pode ver.
Decidi escrever, decidi vencer.
E isso é pra valer.


GABRIEL E BRYAN
                   O bem e o mal
Eu já fiz de tudo para ter meu ganha pão.
Nunca roubei, nunca fui ladrão.
Meus pais me ensinaram o que é bom
e o que é ruim.
Fui aprendendo com o tempo que
a vida é mesmo assim.
Nunca vendi droga, nunca fui um marginal.
Porque eu sabia que eu podia me dar mal.
Já me convidaram para fazer coisas “animal”
furtar e fumar não é o canal.
Mas eu dizia sempre “não me leva a mal”.
Não sou disso, não.
Sei a diferença do bem e do mal.
Sempre tive consciência do meu potencial.
Agora estou aqui na maior felicidade.
Fazendo meu rap com total liberdade.

MARCIELLY E KASSIANE CARVALHO
               O rap
Minha profissão é ser estudante.
Tiro livro da estante a todo instante.
Agora eu te explico, meu irmão.
Se tem algo contra, melhor falar não.
To na sexta-série, tenho muito a aprender.
Levando tapa na cara, mas com a certeza
que alguém na vida eu vou ser.
Agora eu te aviso.
Não gosto que me critique.
E nem fale mal.
Somos só duas meninas criando
um rap de igual para igual.
Meu nome é Kassiane
E eu sou a Marcelly.
Somos as criadoras dessa nova composição que dá moral.


BRUNA, ROCHELLE E THIAGO
                     As profissões
Vou falar das profissões.
Essa é minha missão.
Vamos lá então.
Dentista faz obturação.
Para não termos mais dor, não.
Os professores nos incentivam a estudar.
E a professora Daiane nos instiga a poetar.
O padeiro faz  pão quentinho
para os fregueses mais gulosinhos.
As empregadas limpam toda a casa.
Deixam um cheirinho gostoso até de madrugada.
As cozinheiras fazem ótimas comidas.
Ai, que delícia, comemos até nas avenidas.
O advogado nos defende da prisão.
Eles merecem muita consideração.
O delegado cuida da nossa cidade.
Que beleza, segurança à sociedade.
O vendedor vende e alegra muita gente.
Então vamos estudar para uma profissão exercitar.

JOANA, KARINE, KASSIANE
Na escola aprendo a ABC.
Em casa só eu posso saber.
Quando era pequena
Ficava pensando quando eu iria me formar.
Hoje penso muito antes de uma prova realizar.
Boa nota quero tirar para me orgulhar,
sim, me valorizar.
Veja só, o futuro depende só de mim.
Tenho um propósito, e tudo tem um fim.
Quando eu era pequena,
separava as sílabas.
Agora faço até poesia
Isso vale muito para mim.
Vou me dedicar e meu rap apresentar.
Para um 10 eu ganhar.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Visita de Estudos

Visita de Estudos
As Turmas T9 e T10 - EJA - Visitaram o Setor de Metalurgia da Empresa  Randon, em Caxias do Sul,  com o objetivo de vivenciar o Processo de Fundição do Ferro e Moldagem de Peças.
Disciplina: Química
Profª Doralene

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Continuação - 3º ano e Graf Equation







  Mais algumas das reproduções feitas pelas turmas 301 e 302 com o software educacional GrafEquation. 
Novamente, Parabéns!

domingo, 20 de maio de 2012





                A partir do filme “A Corrente do Bem”, os alunos da 6ª série foram convidados a desenvolver um projeto intitulado “Passe adiante”. Foram lançadas ideias que pudessem contribuir para uma sociedade melhor, mais humana, diferente. Queremos inspirar a cultura da gentileza, da educação, do coleguismo, do amor, do altruísmo. O importante é perceber que existem pessoas ao nosso redor e somos responsáveis de certa forma pelo bem-estar e felicidade delas.

"MUDA, QUE QUANDO A GENTE MUDA O MUNDO MUDA COM A GENTE".  Gabriel, o pensador
               Eis os trabalhos que, inicialmente, foram apresentados oralmente:

 NARIELE GOMES E CAMILA SENE
                         Projeto “Dia de contar seu problema.”
     Nós, alunas, vamos passar em todas as salas do colégio e entregaremos papéis para os alunos escreverem seus problemas. Vamos ler sem fazer julgamentos, críticas e tentaremos ajudar no que for possível. O altruísmo é um ato nobre, e nós estamos nessa vida também para sermos úteis às pessoas. Contribuir para a felicidade do outro torna a vida mais iluminada.

                       EVERTON DA SILVA GARDINI
                                  Projeto Passe Adiante
                Faremos um caderno de oração e o deixaremos no corredor da escola para as pessoas escreverem seus nomes. Assim, por meio da oração, aproveitaremos uma parte do recreio para dedicarmos nosso tempo aos outros. Sabemos que, ao abençoar o próximo, automaticamente as bênçãos retornam a nós. O bem gera o bem. 

GABRIELI E GABRIELI

                                      PROJETO “Comportamento exemplar em casa”
                    Se minha família não tem bons modos, eu vou começar a ser diferente.  Dessa forma minha família perceberá que tenho um comportamento exemplar e, provavelmente, seguirá meu comportamento. Assim passaremos a ideia ao maior número de pessoas amigas, como uma corrente. Acreditamos que muitas famílias se transformariam se um membro dela iniciasse. Somos como luzeiros: um iluminando, todos se iluminam.  


BRUNO E BRUNA           
                Colabore todos os dias com as pessoas do seu convívio.  Mesmo que elas digam alguma coisa que você não goste, perdoe-lhes, pois a vida é feita de amigos, amor e paz.

LUCAS DALVA E LUCAS STORCHIO
                                 Projeto da Família
        O nosso projeto irá ajudar a sua família. Não perca tempo com brigas e reclamações. Seja diferente, tentando mudar seu comportamento.
Manhã: Se sua mãe estiver mal-humorada, elogie-a, assim ela ficará feliz.
Tarde: Faça os serviços que sua mãe mandar, assim ela irá ficar contente.
Noite: Deixe sua mãe assistir à TV e faça seus temas, assim ela ficará orgulhosa.
Faça sua parte. Pode ter certeza que sua vida será muito mais harmoniosa e feliz.

STÉFANI ROSA DOS SANTOS E WALTOR
                            PROJETO MENSAGEM DA VIDA
                O nosso projeto vai ser feito todas as sextas. Levaremos sempre uma mensagem para as pessoas. Passaremos em  farmácias, lojas, hospitais, postos, locais de trabalho, entre outros. Também entregaremos mensagens para as pessoas que passarem pela gente. Na escola também será feito o projeto.

BRYAN CARDOSO E CAIO FILIPE
                                   Projeto “Diga um oi”
              As pessoas atualmente estão muito fechadas, com medo de tudo, de todos. Antigamente não havia essa preocupação.  As pessoas conversavam bastante, até com quem elas não conheciam. Então, seja diferente, pratique o ato de dizer “oi!” para ver se elas vão responder de modo feliz, com um abraço, um sorriso, um caloroso “oi”.


KASSIANE BOEIRA
                     Projeto “De bem com a vida” 
                FAZER UMA  URNA. UTILIZAR QUATRO CORES: AMARELO A FIM DE DIZER   ALGUMA COISA  DE  BOM  PARA  UM AMIGO;  VERDE,  FAZER  ALGO  PARA  AJUDAR   A  NATUREZA;  BRANCO, PRATICAR UM ATO DE  BONDADE. A URNA PODE SER FEITA COM UMA CAIXA   DE  SAPATO  ENFEITADA.  CADA UM  DOS  ALUNOS  TIRA  UM PAPELZINHO  QUE  INDICA  A  COR E PARA ASSIM  FAZER QUAL A TAREFA A SER CUMPRIDA.

BIANCA E KARINE
                Projeto “Ajudando as pessoas carentes.”
                Nós podemos distribuir lembrancinhas para as pessoas na rua. O local escolhido vai ser na Praça da Matriz. As lembrancinhas serão confeccionadas com tecido e sabonete. Haverá também cartõezinhos com mensagens positivas.

MARCIELLY E LUIZ
                                    PROJETO “AJUDE OUTRA FAMÍLIA”
                 Nosso projeto tem como objetivo a reconciliação em família.  Cada um vai falar seu problema para outra família. Dessa forma as famílias tentarão se ajudar.  
                Vamos fazer um dia do abraço e do perdão para cada família. Com isso queremos despertar nelas o sentimento de amor, carinho, companheirismo, respeito entre pais e filhos. 

KAMILA, CAROLINE, NICKOLAS
                                       Projeto “Lição de vida”
                O nosso projeto é feito para você  lembrar e relembrar que sua vida é bela , que cada  instante que você está vivendo vale a pena. Cada meta conquistada, cada sonho alcançado, cada lágrima caída. A vida é maravilhosa.  Só depende de você para ela ser mais ainda. Tenha orgulho de si mesmo e ajude outras pessoas. Nosso projeto é uma lição de vida. Lembre-se que sua vida vale a pena.
                Será realizado na Praça da Matriz dia 18.05.12. Entregaremos cartões com frases e lembrancinhas.  

Kasssiane de Carvalho e Thiago Mureas
                    Projeto  “Dê uma segunda chance”
                Começamos por nós mesmos. Podemos nos lembrar de uma pessoa que nos decepcionou e, por esse motivo, não estamos mais falando com ela. Devemos dar uma segunda chance. Pedimos que todos façam a mesma coisa com outra pessoa, um “passe adiante”. Assim as pessoas vão perceber que um pequeno ato pode mudar o mundo. Ninguém é perfeito. Todo mundo erra e merece uma segunda chance.

 JOANA, GUILHERME E ALANA
                         Projeto “Ajudando uma pessoa.”
                Se uma pessoa da sua sala ou de fora dela está apresentando com um comportamento violento, tente conversar com ela e dê um abraço. O mundo pode mudar com singelos atos de amor. Certamente você fará a diferença no mundo. E muitos terão orgulho de você e possivelmente o seguirão. Amor gera amor, respeito gera respeito, carinho gera carinho. O projeto pode ser realizado também fora da escola.

Professora Daiane Fagherazzi

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tecnologias da Informática na Matemática: Geometria analítica no GrafEquation







        As reproduções foram feitas pelas turmas 301 e 302 com o software educacional GrafEquation. 
    Para a atividade os alunos utilizaram tudo que foi aprendido sobre a Equação da Reta e seus Coeficientes. Neste software os conceitos matemáticos não estão prontos, o aluno deve pensar e calcular previamente a equação, o intervalo numérico ou  outro conceito matemático que seja necessário usar de acordo com a estratégia que resolveu utilizar na construção, para que o desenho esperado seja realizado.
    O objetivo do trabalho foi de atingir competências essenciais do ensino da matemática que são, entre elas, raciocínio, reflexão, retomada de conceitos e pensar sobre o pensar.    

Estas foram construídas pela turma 301. Parabéns Gurizada!
Prof. Caroline Borsoi