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terça-feira, 31 de julho de 2012

Modelo de Projeto - Vereador por um dia


O professor Anderson Balbinot organizou um modelo de Projeto de Lei "engraçado" que pode servir de inspiração para as turmas. 
Também é possível consultar verdadeiros projetos de lei no site da Câmara de Vereadores de Farroupilha.
Não esqueça: seu projeto deve ser viável para a aplicação.

Seja criativo!

Segue abaixo o modelo:

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
CAMARA MUNICIPAL DA SBORNIA
CASA LEGISLATIVA Dr. ROSKOUVO BUKOVSKI

PROJETO DE LEI N.º 99/2012

Dispõe sobre a obrigatoriedade de cobrir-se as plantas que produzem flores quando houver perigo de geadas.



Os vereadores signatários, no uso das suas atribuições que lhes confere a Lei Orgânica apresenta o seguinte

PROJETO DE LEI

Art. 1º É de responsabilidade de particulares o cuidado com as plantas que oferecem flores que estão em suas propriedades, tanto no campo quanto na cidade.

Art. 2º É de responsabilidade do poder público municipal o cuidado com as plantas que oferecem flores que estão em locais públicos bem como em propriedades governamentais.

Art. 3º As plantas devem ser cobertas em dias em que o frio ultrapasse 5 graus para menos ou que haja tal previsão.

Art. 4º O ministério público e os amantes de flores, bem como toda a sociedade civil fiscalizarão o cumprimento dessa lei.

Art. 5º Em caso de descomprimento da lei e flagrante, a pena mínima será de uma noite gelada sem casacos no ao relento.

Art. 6º A lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala de sessões, 16 de Agosto de 2012.

Alambrósio da Fortaia Batida
VEREADOR DA BANCADA DO PENTEBEM



ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
CAMARA MUNICIPAL DA SBORNIA
CASA LEGISLATIVA Dr. ROSKOUVO BUKOVSKI


JUSTIFICATIVA

Senhor Presidente,
Senhores e Senhoras Vereadoras,

É notório que as noites da nossa cidade estão cada vez mais frias. Se nós, que geralmente as passamos cobertos por acolchoados elétricos e estufas nos nossos aconchegantes lares, sentimos frio; podemos imaginar o que pode passar uma planta ao relento e sem a possibilidade de sair de sua condição de presa ao chão? É uma fatalidade da natureza, o fato de não poderem mover-se, que podemos e devemos levar em conta. É nossa obrigação olharmos, enquanto possuimos sentimentos de solidariedade para todo e qualquer ser vivo, para as plantas. Poucas delas tem a sorte de serem plantadas em vasos ou floreiras em ambientes climatizados e nos interiores. Vemos que a dominação capitalista e desigualitária lança seus tentáculos para a comunidade angiospérmica. E ainda mais devemos mobilizarmos para salvarmos as flores e a planta que a produziu, já que possuem uma utilidade extremamente importante no inverno: alegrar sua paisagem cinza.
Pesquisas recentes do Instituto Médico Floral apontam para o fato de que flores de pequeno porte, típicas da região do nosso município, como o amor-perfeito e o cravo (que nos últimos tempos agravou-se, pois os desentendimentos conjugais influenciaram no seu estado de saúde), ou também, representado pelas flores de médio porte, as hortências que fatalmente são plantadas nas beiras de estradas sem auxílio de nenhum transeunte; são as mais assoladas pelas ondas de frio. Como podemos ficar indiferentes diante desses dados? Porque ficarmos indiferentes aos que sofrem? A situação se agrava nos invernos rigorosos que a cada ano assolam nossa região. E o agravante são as geadas que queimam as flores, causando grave desequilíbrio estético em nossos jardins.
Por isso, caros colegas do legislativo, pedimos que aprovem esse projeto que, acreditamos firmemente, beneficiará em muito nossa população. Com estima:



Alambrósio da Fortaia Batida

VEREADOR DA BANCADA DO PENTEBEM

terça-feira, 10 de julho de 2012

Projeto Vereador por um dia!

A Câmara de Vereadores de Farroupilha realiza todos os anos o Projeto Vereador por um dia. Neste ano o Colégio Estadual Farroupilha promoverá uma seleção interna para eleger o vereador e seu projeto. A disputa acontecerá entre as turmas dos turnos "Manhã e Tarde".


Cada turma deverá apresentar um aluno e um Projeto de Lei para o vereador por um dia (o mesmo que será apresentado na Câmara de Vereadores).
Os projetos e os candidatos serão avaliados por uma comissão de professores em conjunto com a direção da escola. Serão selecionados 4 projetos para serem votados pelos alunos de toda a escola.
Será vereador por um dia, o aluno da turma em que o projeto obtiver maior número de votos.
A turma que conseguir eleger seu projeto terá como prêmio uma confraternização no dia 10 de Setembro de 2012.
O aluno/candidato deverá apresentar o projeto para a comissão de professores e direção em um tempo de 1 a 3 minutos.

Critérios de avaliação:
  • Clareza na apresentação.
  • Objetividade e aproveitamento prático das ideias defendidas no projeto.
  • Persuasão do candidato para convencer da importância do tema defendido.
 Cronograma:
16 de Agosto de 2012: Apresentação dos Projetos de Lei das turmas.
20 de Agosto de 2012: Divulgação dos projetos vencedores (4 projetos)
20 até 31 de Agosto de 2012: Campanha eleitoral
03 e 04 de Setembro de 2012: Votação
06 de Setembro de 2012: Divulgação do projeto eleito.
10 de Setembro de 2012: Confraternização para a turma vencedora.

Indicamos às turmas que consultem o site da Câmara de Vereadores. Lá vocês encontrarão modelos de Projetos de Lei.

por Professora Suelen Marchetto


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Prevenindo a Gripe A

É importante que saibamos nos prevenir da Gripe A, seguem as dicas:


• Higienizar as mãos com água e sabonete/sabão antes das refeições, antes de tocar os olhos, boca e nariz após tossir, espirrar ou usar o banheiro
 
• Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies; • Proteger com lenços (preferencialmente descartáveis) a boca e nariz ao tossir ou espirrar, para evitar disseminação de gotículas das secreções; na impossibilidade de serem usados lenços, recomenda-se proteger a face junto à dobra do cotovelo ao tossir ou espirrar;


• Indivíduos com síndrome gripal devem evitar entrar em contato com outras pessoas suscetíveis; • Indivíduos com síndrome gripal devem evitar aglomerações e ambientes fechados;
• Manter os ambientes ventilados;


• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
• Indivíduos com suspeita ou confirmação de gripe devem ficar em repouso, utilizar alimentação balanceada e aumentar a ingestão de líquidos. Fonte: SEDUC/RS (http://www.educacao.rs.gov.br/pse/html/noticias_det.jsp?ID=9241)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

 INDISCIPLINA

Muitos são os dias nos quais em chego em casa e penso “O que eu devo fazer ainda para melhorar a relação professor-aluno-disciplina?”. O que ainda preciso aprender e fazer?
Diria que ser professor é ter uma grande missão. Temos muitos desafios e o maior deles é, provavelmente, conquistar a turma, fazê-la produzir mais do que o esperado, criar condições para que todos aprendam. Acredito que os educadores buscam desenvolver atividades que beneficiem e estimulem o aprendizado de seus pupilos. Além disso o que vem preocupando é justamente o comportamento dos educandos no âmbito escolar. Como reduzir a agressividade dos estudantes e ajudá-los a se tornarem mais participativos e menos indisciplinados?
Na sala dos professores, os assuntos mais debatidos são a postura perante os alunos que não param de conversar e não participam das atividades, a falta de respeito em sala, os xingamentos e as agressões verbais e físicas. É fato que a família não impõe limites e parece que cabe ao professor cumprir esse papel. Vive-se em uma sociedade em que o lar de muitos é desestruturado, pais ausentes, falta de diálogo, ausência de amor. Mas será que é missão dos professores assumirem a falta de limites e respeito, a rebeldia dos alunos? Talvez o melhor seria criar oportunidades para que pais, alunos e professores pudessem dialogar com o apoio de profissionais da área da psicologia. Acredito que palestras educativas e atividades que proporcionam aproximação de pais e filhos trariam bons resultados.
E o que se pode fazer mais para ajudar?
Não se pode falar de indisciplina sem pensar em autoridade. A autoridade se constrói, isto é, é muito diferente de ser autoritário. Talvez dizer "não faça isso", castigar seja inútil. O aluno necessita aprender a noção de limite e isso só acontece quando ele percebe que há direitos e deveres para todos. Exigir silêncio para ser ouvido, ameaçar e punir, pedir tarefas descontextualizadas são maneiras que alguns professores encontram para ter resultados positivos. Mas será que funciona? Acredito que em parte possa resolver problemas de indisciplina. Esse seria considerado o professor autoritário.
E como seria o professor com autoridade? É aquele que busca conquistar a participação com atividades relevantes, mostra os objetivos dos exercícios sugeridos, escuta e dialoga, tenta adequar os métodos às necessidades da turma, dá valor ao conteúdo de sua disciplina na construção do conhecimento, adapta os conteúdos aos objetivos da educação e à realidade do aluno, vê o aluno como um ser humano.
Mas e se o professor com autoridade não consegue resultados positivos tendo esse tipo de conduta? Talvez a solução que ele encontre seja usar do autoritarismo para ter o controle de certas situações. Reflitamos.
Creio que a indisciplina seja uma das maneiras que os alunos têm de comunicar que alguma coisa não está bem. Por trás de uma brincadeira em sala podem estar problemas familiares ou psíquicos. Talvez a saída seja dar mais atenção ao jovem, ajudando-o a entender o que o incomoda. Para isso penso que seria indispensável o acompanhamento de um profissional da área.
Em relação à agitação dos meus alunos, dou tarefas para fazer com que se sintam valorizados. Procuro incentivar o lado bom deles a fim de que percebam que são úteis. Acho que carinho e atenção dados de forma sábia podem contribuir para que sejam mais educados. Isso também pode fazer com que aquele “aluno-problema” supere o estigma. Quando algum aluno faz algo de errado peço que o mesmo escreva palavras positivas no caderno, como “Sou um aluno maravilhoso”, “Tenho um ótimo comportamento em sala de aula”, “Sou educado”, etc. Vejo a prática do elogio (caderno de elogios) como um caminho para evitar o comportamento agressivo.
Sabemos que a maioria dos problemas está em casa. Por essa razão decidi trabalhar assuntos como o relacionamento familiar. Fiz uma atividade em que eles puderam falar sobre os dramas familiares: pai alcoólatra, desarmonia familiar, entre outros. Tento sempre valorizar os alunos e procuro aliar as necessidades de ensino-aprendizagem às preferências da turma. Às vezes não funciona 100%, mas já tive bons resultados.
Penso que algumas condutas para enfrentar os “rebeldes” sejam esquecer a imagem do aluno "ideal", observar mais os alunos, conversar com os que atrapalham a aula, não rotular o aluno, procurar situações com histórias que os levem a refletir sobre o comportamento dos colegas sem expô-los, não abrir mão do objeto de trabalho (conhecimento), diferenciar as aulas (evitar a rotina). Os conteúdos podem ser atitudinais e não apenas conceituais ou factuais.
Uma boa saída seja o contrato didático. Estabelecer um acordo desde o primeiro dia de aula com direitos e deveres a serem cumpridos. Estou fazendo a minha parte.
Profa Daiane Fagherazzi


sábado, 9 de junho de 2012

Vidas em Português

Língua materna em vários lugares do mundo - Brasil, Portugal, Goa (Índia), Moçambique, Angola, Guiné Bissau, Macau (China) e Japão - a Língua Portuguesa é garantida com uma variedade de culturas e de realidades sociais, políticas, que influem na vida dos falantes.
O uso da língua portuguesa em diferentes culturas é o tema do documentário "Língua: Vidas em Português", primeiro longa-metragem do moçambicano radicado no Brasil, Vitor Lopes, que aborda particularmente a pluralidade cultural da língua portuguesa. Este documentário é desenvolvido a partir de uma análise feita do ponto de vista dos próprios falantes, que também representam a seu modo de ser, a sua língua e sua situação cultural, social e ideológica nos diferentes locais nos quais vivem. Entre as pessoas envolvidas, estão estudantes moçambicanos habitantes de Portugal, um cozinheiro brasileiro que vive em Tóquio, indianos que vivem em Goa, entre outros. Ilustres personalidades como os brasileiros Martinho da Vila e João Ubaldo Ribeiro, os portugueses Teresa Salgueiro e José Saramago, o escritor moçambicano Mia Couto se mesclam aos anônimos de todas as partes do mundo mostrando, mediante as ações do cotidiano, a relação que eles têm com a língua,
Segundo José Saramago, há línguas portuguesas e não uma só língua portuguesa. Essas línguas são, ao mesmo tempo, iguais e diferentes. Sabemos que a linguagem dos seres humanos passou de um estado primitivo e foi se tornando um sistema bastante complexo. As línguas estão sempre em constante modificação/evolução, conforme a realidade do falante. Ela se adapta ao momento: é viva. Em se tratando da língua portuguesa, pensá-la como uma entidade homogênea não é cabível.
Seria relevante se nesse documentário houvesse um olhar filológico de um linguista, que pudesse analisar as diferenças de sintaxe, pronúncia e léxico dos falantes. Seria interessante se a Linguística (estudo da linguagem humana) tivesse atuado, já que ela observa e interpreta os fenômenos linguísticos e com isso depreende os princípios fundamentais que regem a organização e funcionamento das línguas, neste caso, a portuguesa. Dessa forma poderia ser desenvolvido um trabalho ressaltando as diversidades como, por exemplo, o linguajar do pastor evangélico e vendedor ambulante do Rio de Janeiro, o falar do escritor João Ubaldo, os dizeres e cantares de Martinho da Vila, as preciosas construções de Saramago.
Como a obra apresenta riquezas linguísticas, explorar os diferentes discursos, os dialetos proporcionaria um valioso trabalho também na área da semântica (estudo do significado em todos os sentidos do termo) e da pragmática (estudo da linguagem no contexto de seu uso na comunicação). Teríamos certamente belas pesquisas a serem vistas, discutidas, apreciadas.

Professora Daiane Fagherazzi

domingo, 3 de junho de 2012

RAPS DOS ALUNOS - Daiane Fagherazzi

Partindo da música "Linhas Tortas", de Gabriel Pensador, foi feito um debate sobre rap e uma reflexão sobre o texto. Depois os alunos foram convidados a desenvolver em duplas e trios seus próprios raps.

LINHAS TORTAS - GABRIEL PENSADOR
Alguns às vezes me tiram o sono, mas não me tiram o sonho.  Por isso eu amo e declamo, por isso eu canto e componho.  Não sou o dono do mundo, mas sou um filho do dono, do verdadeiro Patrão, do verdadeiro Patrono.
- E aí, Gabriel, desistiu do cachê?
- Cancelei um trabalho aí pra não me aborrecer.
- Explica isso melhor, o que foi que você fez?
- Tá tudo bem, eu explico pra vocês:
Tudo começou na aula de português.   Eu tinha uns cinco anos, ou talvez uns seis. Comecei a escrever, aprendi a ortografia.  Depois as redações, para a nossa alegria. Professora dava tema-livre, eu demorava pra escolher um tema, mas depois eu viajava. E nessas viagens, os personagens surgiam, pensavam, sentiam, choravam, sorriam. Aí a minha tia-avó, veja só você me deu de aniversário uma máquina de escrever. Eu me senti um baita jornalista, tchê, que nem a minha mãe, que trabalhava na TV. Depois, já aos quinze, mas com muita timidez fiquei muito sem graça com o que a professora fez. Ela pegou meu texto e leu pra turma inteira ouvir.  Até fiquei feliz mas com vontade de fugir. Então eu descobri que já nasci com esse problema. Eu gosto de escrever, eu gosto de escrever, crer ver.  Ver, crer, eu gosto de escrever e escrevo até até poema. Meu Pai, eu confesso, eu faço prosa e verso. Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso.  Na loja eu vendo disco, já vendi mais de um milhão.  Se isso for um crime, quero ir logo pra prisão.
- Ih, pensador, isso é grave, hein!
É, vovó dizia que eu já escrevia bem. Tentei me controlar, me ocupar com um esporte, surf, futebol, mas não era o meu forte.  Um dia eu fiz uns raps e achei que tava bom. Me batizei de Pensador e quis fazer um som. Ficar famoso e rico nunca foi minha meta. Minha mãe já era isso, eu só queria ser poeta.  Meu pai, um homem sério, um gaúcho de POA, formado em medicina, não podia acreditar.  Ao ver o seu garoto Gabriel com um fone nos ouvidos viajando com a caneta no papel.
- O que você tá fazendo? Vai dormir, moleque!
- Ah, pai, peraí, eu só tô fazendo um rap!
Ninguém sabia bem o que era, mas eu tava viciado naquilo.  E viciei uma galera! Meu Pai, eu confesso, eu faço prosa e verso.  Na feira eu vendo livro, no show eu vendo ingresso. Na loja eu vendo disco, já vendi mais de um milhão.  Se isso for um crime, quero ir logo pra prisão. Não tô vendendo crack, não tô vendendo pó.  Não tô vendendo fumo, não tô vendendo cola. Mas muitos me disseram que o que eu faço é viciante.  E vicia os estudantes quando eu entro nas escolas até os professores às vezes se contaminam.  Copiam minhas letras e textos e disseminam sementes do que eu faço, já não sei se é bom ou mau. Mas sei que muito aluno começa a fazer igual. Escrevendo poemas, escrevendo redações, fazendo até uns raps e umas apresentações.  Me lembro dos meus filhos e a saudade é cruel.  Solidão me acompanha de hotel em hotel.   Casamento acabou, eu perdi na estrada.  O amor que ainda tenho é o amor da palavra.  É falar e cantar, despertar consciências.  Dediquei a vida a isso e maior recompensa.  É servir de referência pra quem pensa parecido.  Pra quem tenta se expressar e nunca é ouvido.  É olhar pra minha frente e enxergar um mar de gente.  E mergulhar no fundo dos seus corações e mentes.  É esse o meu mergulho, não é o do Tio Patinhas.  É esse o meu orgulho, escrever as minhas linhas.  Eu escrevo em linhas tortas, inspirado por alguém.  Que me deu uma missão que eu tento cumprir bem.  Escuto os corações, como um cardiologista.  Traduzo o que eles dizem como faz qualquer artista.  Que ganha o seu cachê, que é fruto do trabalho.  De cigarra e de formiga, e eu não sei o quanto eu valho.  Mas eu sei que quando eu ganho, divido e multiplico.  E quanto mais eu vou dividindo, mais fico rico.  Rico da riqueza verdadeira que é de graça.  Como um só sorriso que ilumina toda a praça.  Sorriso emocionado de um senhor experiente em pé há duas horas debaixo do sol quente.  Ouvindo os meus poemas em total sintonia.  Eu sou ele amanhã, e hoje é só poesia.

Eis as obras dos alunos da sexta-série:

STÉFANI, BIANCA, GABRIELE
Vamos todos juntos num lugar especial
Vamos para um lugar onde tudo é normal.
A música nos roda e a escrita nos provoca.
A profissão nos contagia e a galera se agita.
Nossa família não entende, mas a gente compreende.
Todo mundo é viciado, mas ninguém é drogado.
Nosso vício é o estudo que gira em torno do mundo.
Matemática a gente calcula.
Ciência a gente procura.
Português a gente entende.
Inglês a gente compreende
E todo o resto a gente aprende.
Nossa família nos entende e agora.
Nos quer para sempre.
Ninguém nos julga
e todo mundo se ajuda.
Nossos sentimentos são ligados pelo tempo.
Ninguém nos julga,  ninguém tem medo.
Todo mundo tem sentimento.
Eu assisto à tv,  desenho animado,  terror,
comédia,  romance e nisso sou viciado.
Minha mãe sempre dizia
você vai ser um orgulho para nossa família.


ALANA
Histórias de vida
Hoje cheguei à aula e a professora me falou
um rap você vai ter que apresentar.
Não sei o que é isso,
mas já que estou aqui, vou tentar.
Peço que não dê risada, nem bata palmas.
Não sou melhor que você.
Nem você é melhor que ninguém.
Hoje só peço que todos se saiam bem.
Em um rap você pode expor  sua vida.
Mas lhe aconselho,  meu amigo,
cuidado com as palavras proferidas.
Podem se tornam doloridas.
Me pai morreu e agora não está mais ao meu lado.
Às vezes penso com o seria bom
Ter um camarada e receber um abraço apertado.
A vida da gente é como um quebra-cabeça.
Enquanto as peças não se encaixarem
Com a vida é difícil lidar.
Sem críticas, sem falar mal.
Só sou uma menina criando um rap legal.


CAIO E EDIOMAR
Morei na favela, joguei na seleção.
Joguei com o Ronaldinho, porque jogar é uma profissão.
Desejo felicidade para toda a multidão que aplaudiu de montão
quando Ronaldinho fez um gol para a seleção.
Argentina chorou de montão.
É mais um prêmio para exposição.
Muitos choram de felicidade
quando o capitão ergue a taça
com muita vibração, chorando de emoção.
Vou voltar para casa, treinar para mais raps criar,
 e meus colegas escutar.
A meus pais emocionar.
A galera vai delirar,
gritar meu nome sem parar.
É mais um desafio que eu consigo realizar.
Eu gosto de criar raps, cantar e me valorizar
pra a solidão eu espantar.

KAMILA E CAROLINE
Aldeia global.
Com tudo o que escuto,
com tudo o que eu vejo.
Os maiores sonhos sou eu quem planeja.
Vida é para ser vivida.
Correndo atrás de uma lição.
Agora to ligada na minha missão.
Pensando no futuro,
eu vi que errei.
Mas penso nas coisas certas
e digo, pô, eu também acertei.
A minha rima não faço pra humilhar
Faço pros manos se conscientizar.
Lá na escola eu não tava nem aí.
Mas olha a rima que eu escrevi.
Nas provas eu colava
e no final do ano me prejudicava.
Minha mãe não entendia.
Mas eu compreendia.
No meu rap eu mando ver.
O resto a gente aprende
O resto a gente crê.


OTÁVIO DORNELES NUNES E NICKOLAS DE MELO DORNELES DE LIMA
O que será que é português,  religião?
Porque a sora só fala em nossa dedicação.
Ela também fala sobre nosso paizão.
Apesar de eu não acreditar,
ela continua a falar.
É melhor aprender isso,  que ir morar no lixão.
Às vezes o que a sora fala parece piração,
mas eu sei que tem coração.
Tem gente que acredita, outras não.
Eu sou um que diz não.
Muita gente gosta de brigar.
Eu prefiro conversar.
Muita gente gosta de vingança.
Para mim a vingança nunca é plena,
mata a alma e envenena.
Meu rap a sora disse que gostou.
Não posso desconfiar.
Eis que estou aqui para apresentar.

BRUNO E EVERTON
Antigamente era o pai e a mãe
que escolhiam nossa profissão.
Hoje somos nós que escolhemos nosso  ganha pão.
Nas salas de aula para os trabalhos há instrução.
E os professores e diretores oportunidades dão.
Queremos uma vida mais fácil e melhor.
Nossos pais querem que nós
sejamos pessoas de ideais elevados,
mesmo estando longe e focados.
Há momentos em que ficamos distante deles.
Mas é preciso encarar as dificuldades.
e às vezes fugir de certas amizades.
A família é importante.
Às vezes atrapalha nossos sonhos.
Isso é um pouco enfadonho.
Mas tenho orgulho em dizer.
Como ela pode crescer.
Eu faço um rap, pode ver.
Decidi escrever, decidi vencer.
E isso é pra valer.


GABRIEL E BRYAN
                   O bem e o mal
Eu já fiz de tudo para ter meu ganha pão.
Nunca roubei, nunca fui ladrão.
Meus pais me ensinaram o que é bom
e o que é ruim.
Fui aprendendo com o tempo que
a vida é mesmo assim.
Nunca vendi droga, nunca fui um marginal.
Porque eu sabia que eu podia me dar mal.
Já me convidaram para fazer coisas “animal”
furtar e fumar não é o canal.
Mas eu dizia sempre “não me leva a mal”.
Não sou disso, não.
Sei a diferença do bem e do mal.
Sempre tive consciência do meu potencial.
Agora estou aqui na maior felicidade.
Fazendo meu rap com total liberdade.

MARCIELLY E KASSIANE CARVALHO
               O rap
Minha profissão é ser estudante.
Tiro livro da estante a todo instante.
Agora eu te explico, meu irmão.
Se tem algo contra, melhor falar não.
To na sexta-série, tenho muito a aprender.
Levando tapa na cara, mas com a certeza
que alguém na vida eu vou ser.
Agora eu te aviso.
Não gosto que me critique.
E nem fale mal.
Somos só duas meninas criando
um rap de igual para igual.
Meu nome é Kassiane
E eu sou a Marcelly.
Somos as criadoras dessa nova composição que dá moral.


BRUNA, ROCHELLE E THIAGO
                     As profissões
Vou falar das profissões.
Essa é minha missão.
Vamos lá então.
Dentista faz obturação.
Para não termos mais dor, não.
Os professores nos incentivam a estudar.
E a professora Daiane nos instiga a poetar.
O padeiro faz  pão quentinho
para os fregueses mais gulosinhos.
As empregadas limpam toda a casa.
Deixam um cheirinho gostoso até de madrugada.
As cozinheiras fazem ótimas comidas.
Ai, que delícia, comemos até nas avenidas.
O advogado nos defende da prisão.
Eles merecem muita consideração.
O delegado cuida da nossa cidade.
Que beleza, segurança à sociedade.
O vendedor vende e alegra muita gente.
Então vamos estudar para uma profissão exercitar.

JOANA, KARINE, KASSIANE
Na escola aprendo a ABC.
Em casa só eu posso saber.
Quando era pequena
Ficava pensando quando eu iria me formar.
Hoje penso muito antes de uma prova realizar.
Boa nota quero tirar para me orgulhar,
sim, me valorizar.
Veja só, o futuro depende só de mim.
Tenho um propósito, e tudo tem um fim.
Quando eu era pequena,
separava as sílabas.
Agora faço até poesia
Isso vale muito para mim.
Vou me dedicar e meu rap apresentar.
Para um 10 eu ganhar.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Visita de Estudos

Visita de Estudos
As Turmas T9 e T10 - EJA - Visitaram o Setor de Metalurgia da Empresa  Randon, em Caxias do Sul,  com o objetivo de vivenciar o Processo de Fundição do Ferro e Moldagem de Peças.
Disciplina: Química
Profª Doralene