Visita de Estudos
As Turmas T9 e T10 - EJA - Visitaram o Setor de Metalurgia da Empresa
Randon, em Caxias do Sul, com o objetivo de vivenciar o Processo de Fundição do Ferro e
Moldagem de Peças.Disciplina: Química
Profª Doralene

A
partir do filme “A Corrente do Bem”, os alunos da 6ª série foram convidados a
desenvolver um projeto intitulado “Passe adiante”. Foram lançadas ideias que
pudessem contribuir para uma sociedade melhor, mais humana, diferente. Queremos inspirar a cultura da gentileza, da educação, do coleguismo, do amor, do altruísmo. O importante é perceber que existem pessoas ao nosso redor e somos responsáveis de certa forma pelo bem-estar e felicidade delas.
EVERTON DA SILVA GARDINI
FAZER
UMA URNA. UTILIZAR QUATRO CORES: AMARELO
A FIM DE DIZER ALGUMA COISA DE
BOM PARA UM AMIGO;
VERDE, FAZER ALGO
PARA AJUDAR A
NATUREZA; BRANCO, PRATICAR UM ATO
DE BONDADE. A URNA PODE SER FEITA COM UMA
CAIXA DE SAPATO
ENFEITADA. CADA UM DOS
ALUNOS TIRA UM PAPELZINHO
QUE INDICA A COR E
PARA ASSIM FAZER QUAL A TAREFA A SER
CUMPRIDA.
Projeto “Dê uma segunda chance” Parei ali mesmo. Observei por alguns minutos, fiquei lá mesmo naquele lugar, parecendo um louco observando um saco preto. Tomei coragem e me aproximei. Algo se mexeu. Levei um susto enorme. Deparei-me com um lindo cão, branco, aparência de filhote. O pobrezinho não chorava, não se mexia, não fazia nada além de me olhar com aqueles grandes olhos azuis implorando carinho. Abaixei-me e o peguei. Logo se acomodou nos meus braços e então me convenci que o levaria para a minha casa.
Chegando a casa todos já dormiam, luzes apagadas. Abri a porta e fiz o menor barulho possível. Ele continuava quieto nos meus braços, imóvel. Larguei-o em minha cama encostado ao travesseiro. Fui à cozinha e peguei uma tigela de leite e retornei ao quarto, ainda tomando muito cuidado com os barulhos que podiam acordar meus pais.
Cheguei ao quarto, coloquei-o no chão e assim lhe dei a tigela de leite. Ele bebeu tudo, me olhou com aquele focinho molhado, todo babado de leite. Soltei uma risada baixa.
Deitei-me na cama e o coloquei ao meu lado de forma quem ambos ficássemos confortáveis. Então adormeci.
Acordei com os berros da minha mãe.
- Mas ele é lindo, tão fofo essa coisa linda.
No mesmo instante dei um pulo da cama, me deparei com aquela cena estranha. Minha mãe com aquela bola de pelos que encontrei na noite passada. Embora parecesse sonho era realidade e então a enfrentei. Contei para a minha mãe e ao meu pai e eles aceitaram.
Fiquei com ele. Eu saía menos. Cuidava e o alimentava sempre que podia. Ele cresceu e cresceu muito. Deparei-me com um akita forte, branco e saudável. Dei-lhe o nome de Heros.
Quem diria que aquela noite fria, de céu estrelado mudaria minha vida. Enfim, me peguei madura, formada e com um melhor amigo que fora o motivo disso tudo.
MICHELE
Um tempo depois, tive meu primeiro campeonato e decidi usar aquela chuteira. Com ela fiz dois gols e nós ganhamos o jogo. Ganhei vários troféus e medalhas. Eu adorava a minha chuteira. O tempo foi passando e a chuteira rasgou. Tive que comprar uma nova e com ela fui convidado para jogar num time profissional. Aceitei. Depois de um tempo, comecei a me lembrar daquela noite em que encontrara minha chuteira velha. Um tempo depois, decidi fazer o mesmo com a minha chuteira nova. Escrevi um bilhete, que estava escrito que aquela chuteira fora de um jogador de futebol profissional e quem a pegasse iria ter a mesma fama. Coloquei-a dentro de uma caixa de um saco de lixo e a levei até aquela praça junto à esquina.
GUTHER TOSS
Algo estava se mexendo no lixo, mas não sabia o que era. Estava com medo de ir até lá para ver. Fiquei alguns minutos apenas observando aquele lixo se mexer. Como ele estava meio aberto, dava para ver que não era lixo, mas roupas. Toda vez que eu pensava em ir até lá, aquilo voltava a se mexer.LUANA
Fui lá ver o que era, claro! Eram muitas roupas...E realmente eu estava precisando, pois era um mendigo. Não tinha muito o que vestir. Havia construído uma casa de palha para mim, pelo menos para me proteger da chuva. Às vezes, era impossível me proteger. Mas porque será que eu justamente havia encontrado aquelas roupas? Ainda nele havia comida. Fiquei pensando se era sorte ou se simplesmente só coincidência ou coisa do destino como falam por aí, ou fora Deus... Achei estranho pois nunca havia encontrado tudo aquilo. Geralmente encontrava dois reais. Só que com esse dinheiro eu não comprava comida, era droga. Há três semanas eu estava tomado pelas drogas, pois com ela me satisfazia. Havia pedido a Deus para que me orientasse e agora parado olhando para aquele saco, chovia muito forte. De repente veio uma luz no céu, me ajoelhei e comecei a chorar. Senti uma emoção imensa. Ouvi uma voz:
- Ei, amigo!
Acordei. Era tudo um sonho. Meu “amigo” estava me chamado para fumar.
Falei em voz alta e firme:
- Não.
Ainda sentia a força daquele sonho. Sabia que ao meu lado estava quem me deu a luz e hoje sei o que é viver em paz. Parei de morar nas ruas, consegui um bom emprego. Hoje posso dizer que realmente sou feliz.
ALESSANDRA
Ou até um monte de terra. De curiosidade me aproximei e olhei bem de perto o que podia ser aquilo. Logo começou a se mexer. Levei um susto enorme. Olhei para os lados para ver se havia alguém ali, mas não havia ninguém. Olhei novamente para ver o que era e enxerguei um homem. Todos o chamavam de Mendigo. Ele me pediu dinheiro e eu ajudei-o com dez reais. Ele me agradeceu e eu continuei a caminhada para casa. Na rua seguinte, encontrei minha amiga que trabalhava junto comigo. Contei a história para ela. Riu. Quando cheguei a casa era meia-noite. Fui dormir. No outro dia passei pela mesma rua que havia encontrado aquele homem. Ele não estava mais lá. Passava sempre por lá e não o vi mais. Espero que ele esteja bem onde estiver. Ao lado, havia uma bolsa bonita e limpa.
- Porque alguém jogaria duas sacolas em uma esquina e as deixaria ali?, pensei eu, que decidi esperar um pouco para ver se vinha alguém buscar elas, ninguém veio.
Das poucas pessoas que passavam, todas observavam, até que decidi atravessar a rua. Eram duas trouxas normais, a diferença era o estado. Uma estava suja
e aparentava ser velha, enquanto a outra era limpa e nova. Peguei-as e as coloquei dentro da minha mochila e fui andando até minha casa, que não era muito longe dali. Cheguei, joguei as coisas no sofá e fui me deitar. Pensei um pouco sobre as sacolas que achei, mas logo, devido ao cansaço, caí no sono.
Levantei-me cedo, fiz o que sempre fazia todas as manhãs e logo sentei no sofá. Liguei a televisão e peguei minha mochila que estava atirada ao lado do lugar na qual eu havia sentado. Tirei as bolsas e abri a mais limpa. Não sei porque motivo escolhi justo aquela. Desfiz o nó. Não havia nada dentro, somente um bilhete dizendo: -
- Bonita, chama a atenção das pessoas que passam, mas nem sempre há algo dentro. Não entendi direito o que significava, mas larguei o bilhete e a trouxa e peguei a outra, a suja. Desfiz o nó dessa e dentro havia mais um nó e outro e mais outro. Fui desfazendo até que cheguei na última bolsa onde havia uma bela flor de plástico e um bilhete dizendo:
- Na vida as melhores coisas são as mais difíceis de serem alcançadas. Além disso, não julgue um presente pela embalagem.
CAROLINE
- Quem se esconde?
Chegando mais perto ouvi um barulho. Havia uma pessoa lá. Eu aterrorizado de medo, parei por alguns minutos e pensei: - Quem será?
Mas eu muito curiosa tentei chegar mais perto, mas a pessoa fugiu, se escondeu. Então continuei andando. Logo em frente avistei uma sombra pela luz do poste.
Pisei em uma posa e acabei fazendo um leve barulho e aquela pessoa ouviu e foi correndo para um banheiro químico que havia logo à frente.
Falei várias vezes:
- Quem é? Porque se esconde de mim?
Mas ninguém respondia. Sentei em um banco que tinha ao lado do banheiro esperei por horas e horas. Finalmente a pessoa resolveu sair.
Era minha mãe. Assustei-me quando descobri que era ela, mamãe. Ela disse que estava me seguindo pelo fato de tentar descobrir o que eu estava aprontando!
PROFESSORA DAIANE FAGHERAZZI